15/06/2016 às 15:38, atualizado em 16/02/2017 às 13:57

Doadoras de leite materno agora podem se cadastrar em site da Secretaria de Saúde

Portal foi desenvolvido para abastecer os bancos de todo o Distrito Federal. Na rede pública, cerca de 150 crianças precisam do alimento todos os dias

Por Guilherme Pera, da Agência Brasília

O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a ter um portal de doação de leite materno com cadastramento on-line de doadoras. O site surgiu da necessidade constante de abastecer os bancos de leite para alimentar bebês internados nas unidades de terapia intensiva neonatais. O contato com o governo de Brasília também pode ser feito pelo telefone 160, opção 4. O recolhimento é feito pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Pelo site, a chamada para o cadastro fica em dois locais: na aba Também Quero Dividir, na parte superior, e Quero Doar!, embaixo. Após clicar em uma delas, é necessário preencher formulário com nome, data de nascimento, e-mail, telefone e local da coleta do leite. Algumas informações adicionais – se a doadora é fumante, se deu à luz ao bebê na rede pública, se foi por cesariana e se precisa que o governo forneça o recipiente para o recolhimento – também são requeridas.

Os vidros utilizados pelo governo de Brasília têm capacidade para armazenar até 300 mililitros. Um recipiente cheio pode alimentar até dez bebês recém-nascidos. Cerca de 150 crianças precisam de leite materno todos os dias na rede pública.

Unidades

Há 15 bancos de leite humano no DF — três particulares e 12 públicos. Desses, dez são da Secretaria de Saúde e dois, do governo federal (Hospital das Forças Armadas e Hospital Universitário de Brasília). Nas unidades, o alimento doado passa por controle microbiológico em laboratório de processamento e pasteurização. “O leite humano cru, que a mãe tira para o próprio bebê, fica bom por até 15 dias no congelador. Com esse processo, a validade aumenta para seis meses”, explica a coordenadora de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano da Secretaria de Saúde, Miriam Santos.

O governo de Brasília ainda conta com dois pontos de coleta – um em Samambaia e outro em São Sebastião –, que oferecem quase todos os serviços dos bancos, exceto o processamento do leite.

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Taguatinga

O Hospital Regional de Taguatinga é a unidade que mais precisa de doações atualmente. O estoque está acabando e é insuficiente para atender à demanda. Em maio, foram coletados 149 litros, mas a necessidade mensal é de, pelo menos, 250 litros. Trinta e três bebês internados precisam do alimento.

Além de Taguatinga, os Hospitais Regionais da Asa Norte, de Brazlândia, de Ceilândia, do Gama, do Paranoá, de Planaltina, de Santa Maria, de Sobradinho, além do Hospital Materno-Infantil de Brasília, na Asa Sul, têm bancos de leite.

Cuidados

– Armazene o leite em frasco de vidro com tampa de plástico.
– Ferva os recipientes em panela com água por 15 minutos.
– Deixe-os escorrer sobre pano limpo até secar. Feche o vidro sem tocar na parte interna da tampa.
– Na hora de tirar o leite, coloque touca ou lenço para cobrir os cabelos e fralda ou máscara sobre o nariz e a boca.
– Lave mãos e braços até o cotovelo com sabão e água.
– Antes de iniciar a coleta, lave as mamas apenas com água.
– Seque mãos e mamas com toalha limpa.
– Evite conversar durante a retirada do leite.
– Retire o leite quando as mamas estiverem muito cheias, antes ou depois das mamadas.

Doação de leite materno

Ligar para 160, opção 4 (Corpo de Bombeiros Militar busca em casa) ou acessar

www.amamentabrasilia.saude.df.gov.br

Edição: Paula Oliveira