9/12/11 3:00
Atualizado em 12/5/16 às 17:51

Cidadania sobre trilhos

Metrô possui profissionais capacitados para atender pessoas com necessidades especiais


. Foto: Brito

Suzano Almeida, da Agência Brasília

O metrô é um dos mais importantes meios de transporte público do Distrito Federal. Diariamente, conduz, em média, 150 mil a 160 mil pessoas entre as cidades de Ceilândia e Samambaia e a Rodoviária do Plano Piloto (e vice-versa), passando por Taguatinga, Águas Claras, Guará e Asa Sul. Muitos dos passageiros que utilizam diariamente o serviço são pessoas com necessidades especiais e precisam de atenção. Em plena era da acessibilidade, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal oferece profissionais capacitados para atender da melhor forma possível esses usuários.
 
De acordo com as regras do manual de instrução do Metrô, para maior comodidade dos passageiros com necessidades especiais, os agentes de estação são instruídos a não abordá-los. O objetivo é que eles se sintam à vontade para fazer uso do serviço ou não e para preservar o sentimento de independência dos portadores.
 
No caso dos deficientes visuais, ainda que não solicitem o apoio dos agentes de estação, eles são acompanhados a distância – para não terem sua privacidade invadida – com o propósito de evitar que se envolvam em acidentes próximos à plataforma de embarque. Já os deficientes auditivos contam com o auxílio de cerca de 50 profissionais, que têm curso de Libras (Língua brasileira de sinais).
 
Segundo a assessoria de comunicação do Metrô-DF, as estações são preparadas para atender às pessoas com necessidades especiais, já que todas possuem escadas rolantes, elevadores e plataformas no mesmo nível dos carros (ou vagões), com relevos para os deficientes visuais.
 
Para que os usuários com necessidades tenham o serviço a sua disposição, eles devem, na entrada dos bloqueios, solicitar o auxílio dos agentes, que a partir daí avaliam como o usuário deverá ser conduzido até a estação de destino. Na maioria dos casos, os agentes embarcam o usuário, de preferência no carro líder – o primeiro da fila, onde fica o maquinista, e comunicam via rádio aos agentes que estão na estação em que o passageiro irá desembarcar.
 
Segundo o agente de estação Welton Santiago da Silva, os passageiros com necessidades especiais são direcionados a esses vagões para facilitar que o próprio maquinista veja o momento em que eles irão descer. Em situações em que o deficiente necessita de mais tempo para desembarcar do trem, o maquinista é instruído a manter as portas abertas por um período maior.
 
Welton lembra que, em alguns casos, é importante que os usuários se atentem ao local onde estão se sentando. Com os vagões cheios, muitas pessoas usam os assentos reservados às pessoas com necessidades especiais e até fingem estar dormindo para não ceder o lugar a quem realmente tem direito.
 
“Muitas vezes, temos que pedir às pessoas que saiam das cadeiras reservadas. O uso delas não é exclusivo para as pessoas com necessidades especiais, e sim preferenciais. Porém, nós fazemos campanhas para conscientizar as pessoas para que elas deem lugar a quem precisa”, afirma o agente de estação. Ele informa que está sendo elaborada uma cartilha para que os usuários sejam instruídos a serem mais cidadãos no metrô.
 
O metrô ainda conta com o serviço de alerta sonoro, que entre cada estação faz recomendações de cidadania aos passageiros com o lema: “Dê lugar à cidadania”.