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Atualizado em 12/5/16 à 17:51

GDF intervém nas negociações para evitar greve de rodoviários

 Patrões se comprometeram a pagar salários com reajuste de 7,88%, retroativo a 1º de maio. Governo vai solicitar ao Legislativo celeridade na aprovação de novo Marco Regulatório

O Governo do Distrito Federal anunciou na noite desta sexta-feira (6) um acordo com os empresários de ônibus, que se comprometeram a pagar, até o fim da próxima semana, os salários dos rodoviários, com reajuste de 7,88%, retroativo ao dia 1º de maio deste ano. Com isso, o GDF espera evitar a greve da categoria, prevista para a próxima segunda-feira (9).

“O governo está cumprindo a sua parte. Os subsídios e repasses relativos às gratuidades do Passe Livre e dos portadores de necessidades especiais foram suficientes no ano passado para o cumprimento da primeira fase do acordo e serão suficientes para a segunda fase”, destacou o diretor-geral da autarquia Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antonio Campanella.

Campanella acrescenta que o GDF se comprometeu a solicitar à Câmara Legislativa do DF (CLDF) celeridade na aprovação do novo Marco Regulatório para o transporte público. O projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, segue em tramitação na CLDF e está em consonância com a licitação do setor. “Ou seja, respeita o novo modelo adotado para o setor e representa a melhoria do serviço prestado à população”, avalia. O projeto de lei do Marco Regulatório estabelece, por exemplo, normas rigorosas de qualidade do serviço e regras transparentes para reajustes tarifários.

O impasse agora fica nas mãos de empregados e patrões, que ainda negociam o pagamento ou não do dia parado. O governo afirmou estar disposto a intermediar as negociações, desde que não seja necessário aumentar o valor das passagens de ônibus ou o subsídio que o GDF repassa às empresas.

Além de Marco Antonio Campanella, participaram da reunião, no Palácio do Buriti, o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda; o secretário-adjunto de Transportes, Paulo Victor Rada; o presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Osório; e os donos das empresas que exploram o transporte público coletivo no Distrito Federal.