21/2/13 14:15
Atualizado em 21/2/13 às 14:15

Plantas aquáticas são retiradas do Lago Paranoá

Uma das finalidades da remoção de aguapés é proporcionar segurança a banhistas e praticantes de esportes náuticos


. Foto: Roberto Barroso

A operação de retirada de plantas aquáticas do Lago Paranoá superou as expectativas. O barco Papaguapé removeu 11.500m³ de macrófitas, mais conhecidas como aguapés. O resultado até agora é o dobro do previsto no início da ação, que começou em junho deste ano e ainda não tem data para acabar.

“O objetivo é fazer um trabalho contínuo, pois temos como meta manter o espelho d’água sempre limpo. O barco está disponível para trabalhar o ano inteiro”, explica o superintendente de Operação e Tratamento de Esgotos da Caesb, Carlos Eduardo Pereira.

Os aguapés são removidos por constituírem impedimento físico aos nadadores do lago. Além disso, alguns animais, como cobras, costumam se alojar em suas raízes, que podem atingir até um metro de profundidade. A retirada das plantas não configura risco ao meio ambiente.

Mesmo consideradas purificadoras da água por absorverem as impurezas, os aguapés, quando em decomposição, devolvem essas substâncias ao meio. A ideia é removê-las antes que isso aconteça.

A remoção é feita por uma esteira acoplada à frente do barco, que recolhe os objetos em constante movimento na água. Quando o barco enche – sua capacidade é de 20m³, é levado para a margem do lago, onde é conectado à uma esteira para que o material seja descarregado, triturado e transportado para o aterro sanitário.

Durante o procedimento, a água é retirada dos aguapés e devolvida ao lago. Um projeto em fase inicial de desenvolvimento pela Companhia de Saneamento Ambiental de Brasília (Caesb) estuda transformar a coleta em adubo.

Programa Brasília Sustentável – É uma iniciativa realizada entre o Banco Mundial (Bird) e o Governo do Distrito Federal. O objetivo é investir recursos públicos em ações que possibilitem o desenvolvimento sustentável no Distrito Federal.

Foram utilizados R$ 3 milhões na aquisição do barco e dos equipamentos de corte, coleta e armazenamento do material retirado do lago. Metade dos recursos foi destinada pelo Bird e o restante pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), por meio do programa Brasília Sustentável.