21/2/13 20:15
Atualizado em 21/2/13 às 20:15

Primeira-dama participa de início das aulas de equoterapia

Tratamento gratuito com utilização de cavalos beneficia cerca de 350 alunos, entre pessoas com necessidades especiais e comunidade


. Foto: Brito

O ano letivo no Centro de Equoterapia e Escola de Equitação da Polícia Militar do Distrito Federal teve início nesta quinta-feira (21). O local oferece tratamento com a utilização de cavalos a pessoas com necessidades especiais e à comunidade. A primeira-dama, Ilza Queiroz, escolhida para ser a madrinha das turmas, participou da abertura das aulas dos 165 matriculados na escola.

“Como médica, reconheço que esse é um trabalho muito importante, principalmente para as pessoas com necessidades especiais atendidas gratuitamente. O acesso ao tratamento particular é de alto custo, e a eficiência da terapia representa avanços físicos, sociais e emocionais para o paciente”, enfatiza Ilza Queiroz.

O projeto é resultado de parceria entre a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Educação, que cede professores com experiência em educação especial, e a Associação Nacional de Equoterapia (Ande). “A PM desenvolve esse projeto social para ficar mais próxima à comunidade e fortalecer a polícia comunitária. Sabemos o quanto é importante prestar esse serviço terapêutico e também de lazer”, destaca a subcomandante-geral da PM, Vanuza Almeida.

O comandante do Regimento de Polícia Montada da PM, coronel Joélcio Urtiga, explica que aproximadamente 350 alunos são atendidos por ano na escola. Esse quadro inclui os que apresentam necessidades especiais, como pessoas com autismo, síndrome de Down, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDHA), paraplegia, entre outros casos. “Oferecemos apoio de educadores físicos, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais preparados para essa tarefa”, afirma o oficial.

A dona de casa Luana Dias Longuinho, 39 anos, acompanhou o primeiro dia de aula do filho Ruan Carlos, 6 anos, que possui paralisia cerebral decorrente do parto. “Meu filho melhorou bastante com o tratamento. Seus movimentos e sua postura ficaram mais firmes. Além disso, a socialização com outras pessoas e crianças é importante. No olhar do Ruan, eu percebo a felicidade de vir para aula”, conta a mãe do menino, atendido na escola da PM desde 2012.

Terapia – O tratamento é realizado uma vez por semana. O cavalo é utilizado porque tem movimentos tridimensionais, ou seja, o corpo pode se locomover para frente, para trás, à direita, à esquerda, para cima e para baixo. Com isso, o paciente recebe estímulos cerebrais e desenvolve o equilíbrio, a postura, a tonicidade da musculatura, entre outros elementos. A pessoa também convive com alunos e professores, o que aumenta a autoestima e a parte emocional.

A terapia é feita com educadores físicos, pedagogos, fisioterapeutas, psicólogos, além de professores da Secretaria de Estado de Educação e equitadores da Polícia Montada. Além de serem mansos e calmos, os animais são treinados para a função, o que evita incidentes durante as aulas.

“O trabalho feito com a minha filha, que é autista, trouxe excelentes resultados. Ela aumentou o desempenho escolar e está aprendendo a se socializar. Para mim, isso significa muito. Eu não teria condições de pagar um tratamento particular”, conta a costureira Lisângela de Paula Pereira, 32 anos, mãe de Rafaela da Silva, 7 anos.

Inscrições – O período para cadastramento está aberto. É necessário ter, no mínimo, três anos. Interessados devem procurar o Centro de Equoterapia e Escola de Equitação, localizado na DF-075, KM 8, Área Especial I, Riacho Fundo I. Para fazer equoterapia, é preciso apresentar encaminhamento médico, atestado de aptidão para realizar tratamento, e certidão de nascimento (para crianças) ou identidade (para adultos). Quem deseja ir apenas à escolinha, basta levar a certidão de nascimento ou identidade.

História – O Centro de Equoterapia e Escola de Equitação foi instituído em março de 1993. Desde então, trata pessoas com necessidades especiais e recebe a comunidade para treinamento na condução de cavalos. A criação do espaço foi idealizada pelo coronel da reserva da PM Jorge Dormelles Passamani, atual presidente da Associação Nacional de Equoterapia (Ande). A entidade, parceira da PM, possui mais de 200 centros espalhados no Brasil. “No início, a infraestrutura era precária. Hoje, as instalações foram ampliadas, e os alunos contam com profissionais de várias áreas”, avalia Passamani.

Serviço

Centro de Equoterapia e Escola de Equitação Polícia Militar
DF 075, KM 8, Área Especial I, Riacho Fundo I