11/08/2015 às 19:49, atualizado em 19/05/2016 às 12:32

Bombeiros simulam operação em incêndio de tanques de combustível

Sem riscos, mais de 20 órgãos se uniram nesta terça-feira (11) para colocar em prática o Sistema de Comando de Incidentes

Por Ádamo Araujo, da Agência Brasília

. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Atualizado em 12 de agosto de 2015, às 22h33

Manutenção rotineira de solda elétrica gerou a explosão de três tanques de combustível em reservatório no Setor de Inflamáveis de Brasília e deixou 12 feridos na manhã desta terça-feira (11). Felizmente, o fato não passou de uma simulação comandada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Com outros 21 órgãos públicos e instituições não governamentais das áreas de segurança e saúde, a corporação colocou em prática o Sistema de Comando em Incidentes. O objetivo foi avaliar como as equipes trabalhariam de maneira integrada durante emergências de grande porte.

Do início do fogo fictício ao atendimento das vítimas (figurantes) nos Hospitais de Base e Regional da Asa Norte, foram duas horas de atividades, considerado um tempo satisfatório pelo comandante da operação, coronel Deusdete Vieira. Cem pessoas participaram da simulação, mas esse número chegou a 130, uma vez que houve pessoal extra dos próprios órgãos.

“A ideia é estabelecer um protocolo para alinhar as atividades de cada entidade em um momento como esse”, explica o coronel Vieira. Nos próximos dias, ele pretende se reunir com todos os envolvidos para fazer um balanço da ação simulada: “A avaliação foi positiva, mas precisamos trabalhar melhor a comunicação entre as forças para estabelecer uma linguagem padronizada”.

Entre os equipamentos empregados, destaque para o helicóptero de transporte de vítimas, os carros de combate a incêndio com escada de acesso aos locais das chamas, viaturas com 40 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e motos.

“Até o fim do ano, vamos realizar procedimento semelhante em algum grande shopping e hospital”, antecipa o chefe da Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar do DF, tenente-coronel Alan Alexandre Araújo.

Segurança
Cada reservatório tem 15 metros de altura e 8 metros de diâmetro, com capacidade para 5 mil m³ de combustível, o que equivale a cinco milhões de litros. A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) garante que em caso de explosão no Setor de Inflamáveis, nenhuma região do DF será atingida.

De acordo com a equipe técnica da empresa, o aço-carbono que reveste o cilindro é capaz de sustentar a pressão lateral, que é jogada para cima, fazendo com que apenas a tampa seja afetada e as chamas não se espalhem. Na simulação, os atores teriam se ferido em contato com a substância inflamável ou se contaminado com a inalação de gás tóxico.

De acordo com bombeiros e responsáveis pela Petrobras, a possibilidade de um tanque desses explodir é remota, mas não descartada. Os homens trabalham com base na prevenção, preparando-se para ocorrências, como a registrada em Santos (SP), em 2 de abril deste ano, quando um incêndio atingiu seis tanques e durou nove dias no pátio de uma empresa, na região litorânea da cidade.



Situações extremas
A metodologia de respostas a desastres é um protocolo integrado de atuação em situações extremas, como explosões e queimadas de grandes proporções. Criado pelos órgãos de combate a incêndios florestais dos Estados Unidos, na década de 1970, as técnicas chegaram ao Brasil em 2004.

Um dos instrutores é o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Hamilton Santos Esteves Junior: “Cada força contribui com estratégias próprias para amenizar os efeitos do ocorrido”.

Além dos bombeiros, a operação contou com a participação da Agência de Fiscalização do DF, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, da Polícia Militar, da Companhia Energética de Brasília, do Comando Militar do Planalto, da Cruz Vermelha Brasileira, da Defesa Civil, do Departamento de Trânsito, do Departamento de Polícia Federal, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, da Administração Regional do SIA, das Secretarias do Meio Ambiente, de Desenvolvimento Humano e Social, da Segurança Pública e da Paz Social, do Terminal de Brasília da Petrobrás, do Hospital de Base, do Hospital Regional da Asa Norte e do Instituto Brasília Ambiental.

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