18/9/15 19:34
Atualizado em 18/9/15 às 19:34

Diretor premiado duas vezes em Brasília estreia novo longa

Big Jato, do pernambucano Cláudio Assis, será apresentado ao público do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro durante a programação de sábado

O diretor Cláudio AssisA trajetória cinematográfica do diretor Cláudio Assis (foto) mistura-se com a história do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Antes de ter reconhecimento nacional, o cineasta fazia curtas-metragens, documentários e filmes autorais em Pernambuco. Em 2002, ele apresentou Amarelo Manga — seu primeiro longa que entrou no circuito comercial — na 35ª edição do evento no Cine Brasília e ganhou os prêmios da crítica, do júri popular, de melhor filme, de melhor ator (Chico Dias), de melhor atriz coadjuvante (Dira Paes), de melhor montagem e de melhor fotografia. Depois da capital brasileira, o filme foi premiado em Fortaleza (CE); em Berlim, na Alemanha; em Havana, em Cuba; em Miami, nos Estados Unidos; e em Toulouse, na França.

Quatro anos depois, ele venceu novamente a categoria principal com Baixio das Bestas (2006), no 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na mesma edição, o pernambucano levou cinco Troféus Candango: melhor filme, melhor atriz (Mariah Teixeira), melhor atriz coadjuvante (Dira Paes), melhor ator coadjuvante (Irandhir Santos) e melhor trilha sonora.

De volta à cidade para a 48ª edição do evento, o diretor apresenta Big Jato, baseado na obra homônima do jornalista Xico Sá. O longa conta a história de Xico, filho de um motorista de caminhão-pipa usado para limpar fossas de uma localidade sem saneamento básico. A história é uma analogia ao rito de passagem da juventude e das decisões inerentes a esse momento. Do elenco faz parte o ator Matheus Nachtergaele, presente em várias produções do cineasta.

Antes da estreia, o público verá os médias-metragens Quintal, de André Novais Oliveira, que retrata o dia a dia de idosos na periferia, e Afonso é uma Brazza, assinado por Naji Sidki e James Gama — único representante do DF que concorre na mostra competitiva nas categorias curtas e médias. O documentário brasiliense que conta a história do cineasta e bombeiro Afonso Brazza (1955 – 2003), ícone do cinema trash na cidade, também concorre na Mostra Brasília.

DIA19

Mostra Brasília
Neste sábado (19), a Mostra Brasília começa com o documentário Ninguém Nasce no Paraíso, de Alan Schvasberg. O média-metragem apresenta o drama de grávidas que vivem em Fernando de Noronha (PE) e, diante da proibição do nascimento na ilha, são forçadas a deixar suas casas rumo a Recife (PE) ou a Natal (RN) para terem seus filhos.

Em seguida, é exibido o curta Asfalto, de Márcio de Andrade. Em menos de cinco minutos de duração, o filme traz uma cidade sem carros e cheia de histórias baseadas em fatos reais. Fechando o terceiro dia de mostra, O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum, conta a história do sonhador Antônio, que se muda para Brasília em busca de prosperidade. Filmado em Sobradinho e Taguatinga, o longa se passa nos anos 1960 e aborda o cenário político da década no Brasil.

Paralelas
Nas exibições não competitivas do dia, a Panorama Brasil apresentará Olhar de Nise, de Jorge Oliveira e Pedro Zoca. O documentário retrata a história de Nise da Silveira, alagoana que revolucionou a terapia para o tratamento das doenças mentais no País.

Coprodução entre Argentina, Brasil, Estados Unidos, França e México, o longa-metragem El Ardor, do portenho Pablo Fendrik, é o representante da Mostra Continente Compartilhado. O filme traz o ator mexicano Gael Garcia Bernal como um homem misterioso que emerge da selva para resgatar uma jovem camponesa, vivida pela brasileira Alice Braga.

Acesse a programação de outras atividades do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.