30/9/15 15:18
Atualizado em 30/9/15 às 15:18

Desocupação da orla chega ao Lago Norte

Na QL 2, grande parte dos moradores removeu por conta própria muros que chegam à área de preservação permanente, mas cercas vivas foram deixadas


Lago Norte, QL 2, próximo ao Parque Vivencial II
Lago Norte, QL 2, próximo ao Parque Vivencial II. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Atualizado em 30 de setembro de 2015, às 13h53

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) retomou nesta quarta-feira (30) a desocupação da orla do Lago Paranoá. O trabalho está sendo feito no Lago Norte, na QL 2, na altura do Parque Vivencial II.

Em boa parte dos lotes, os moradores removeram por conta própria muros que chegam à área de preservação permanente, na faixa de 30 metros. “Mas algumas cercas vivas ainda foram mantidas”, lamenta a diretora-presidente da agência, Bruna Pinheiro. Na região desde as 8h30, as equipes retiraram essas cercas, recolheram o entulho e começaram a fazer a topografia do terreno. A operação será reiniciada na manhã desta quinta-feira (1º).

De acordo com Bruna, essa etapa será concluída até 24 de outubro. “A chuva pode atrapalhar o andamento do serviço, mas os funcionários trabalham normalmente mesmo assim”, ressalta. “O que precisamos observar são as condições do solo molhado, o que pode atolar caminhões ou levar dejetos para o lago.”

Também participam da ação servidores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), da Companhia Energética de Brasília (CEB), do Corpo de Bombeiros Militar, do Departamento de Trânsito (Detran), do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da Polícia Militar, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Secretaria de Gestão do Território e Habitação e da Subsecretaria de Ordem Pública e Social, vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Em dois anos
A desobstrução da orla do Lago Paranoá começou em 24 de agosto na QL 12 do Lago Sul, com a retirada de muros, cercas, portões, alambrados e demais materiais que estavam em área pública dentro do limite de 30 metros da margem. De acordo com o planejamento do governo, os 80 quilômetros da orla deverão estar livres em até dois anos.

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