16/10/15 22:00
Atualizado em 16/10/15 às 22:00

Roubos e furtos diminuem na área central de Taguatinga

Parte do Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida, a ação de policiamento no combate ao comércio irregular trouxe mais tranquilidade à população


. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Quem passa pelas calçadas da área central de Taguatinga, próximo à Praça do Relógio, não vê mais o comércio ilegal de camelôs e ambulantes. Desde 15 de setembro, a Polícia Militar do DF comanda a operação Centro Legal, que retirou mais de 200 vendedores da área, deixando o local mais ordenado e livre de aglomerações. “Assim, conseguimos visualizar melhor as ações de tráfico e de uso de drogas”, esclarece o comandante da operação, o tenente-coronel Edgard Rojas, do 2º Batalhão de PM — responsável pela iniciativa, em parceria com a administração regional.

Segundo Rojas, o número de roubos e furtos a transeuntes caiu drasticamente. Em agosto foram 40 roubos (quando há violência ou ameaça física) e 20 furtos (crime mediante subtração de bens). Em setembro, os registros despencaram para 27 e 2, respectivamente.

Em parceria com órgãos do governo, como a Agência de Fiscalização e o Serviço de Limpeza Urbana, e integrante do programa Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida, a PM intensificou o combate ao comércio irregular com o objetivo de conscientizar os camelôs e também garantir a segurança pública.

No início da ação, os lojistas foram orientados a não expor mercadorias do lado externo, e a população, a não estimular esse tipo de atividade ilegal.

Resultados
Comerciante há 25 anos, Alzira Vieira do Carmo, de 70 anos, acredita que uma das consequências mais benéficas da operação foi o combate à venda de drogas. “Muitos ficavam por aqui vendendo crack, outros usando e roubando para usar, isso é muito ruim para o comércio e para a população”, destaca a moradora do Riacho Fundo II. A mudança também foi positiva para as vendas na lanchonete de Alzira, já que a concorrência irregular diminuiu.

O morador de Ceilândia Thiago Barbosa da Silva, de 22 anos, foi assaltado no início de setembro quando andava pela região central. “Percebi que a segurança aumentou. Sempre passo por aqui, e o visual está bem diferente”, aprova. Mesmo assim, para o estudante, agora é preciso melhorar o policiamento nas redondezas: “É necessário reforçar o combate ao tráfico e ao uso de drogas em outros pontos de Taguatinga”.

Para a doméstica Maria Aparecida da Silva, de 46 anos, o que melhorou foi poder andar com mais tranquilidade pelas calçadas. Ela mora em Águas Lindas (GO) e trabalha em Taguatinga há cinco anos: “Está muito melhor agora, com menos roubo, e eu sempre vejo polícia nas ruas”. 

Feiras locais
Segundo a PM, o planejamento operacional considerou a participação da comunidade e a atenção às questões sociais. Os vendedores foram previamente cadastrados pela equipe da administração regional para serem realocados em feiras locais.

Caso algum ambulante ou camelô insista em ocupar o local, a orientação para os oficiais é cobrar a autorização e advertir quanto à ilegalidade. “Nosso objetivo não é recolher mercadorias e sim combater a prática ilegal”, esclarece o tenente-coronel Rojas.

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