18/10/15 14:11
Atualizado em 18/10/15 às 14:11

Visitação a adolescentes em conflito com a lei volta ao normal

Agentes socioeducativos encerram greve e restabelecem serviços nas unidades de internação. Sindicato foi comunicado sobre a ilegalidade da paralisação no sábado (17)

Os cerca de 1,3 mil agentes que atuam nas sete unidades do sistema socioeducativo de Brasília voltaram a cumprir a rotina de trabalho neste domingo (18). A visitação, o transporte dos internos e a revista de itens levados por familiares (como alimentos) passaram a funcionar normalmente depois que o sindicato foi notificado no sábado (17) pela Justiça. Durante a próxima semana, também serão retomadas as oficinas profissionalizantes.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios considerou, no domingo (11), o movimento ilegal, mas os dirigentes da categoria só foram localizados seis dias depois. O argumento usado pela Procuradoria-Geral do DF ao entrar com a ação pedindo o encerramento da paralisação foi baseado no risco iminente aos adolescentes internos das sete unidades do sistema em Brasília.

Durante a greve, os servidores não deixaram de comparecer ao trabalho, mas se recusaram a cumprir algumas obrigações da rotina, como permitir visitação e revistar itens levados por familiares.

Paralisação
Em 8 de outubro, parte do funcionalismo paralisou as atividades. Trinta duas categorias reivindicam a parcela de seus reajustes salariais neste último trimestre do ano. Diante da crise financeira pela qual o Distrito Federal passa, o governo adiou o pagamento até que haja recursos para arcar com o compromisso.

Entraram em greve ainda servidores da Saúde, do Complexo Penitenciário da Papuda, da Defensoria Pública do DF, do Departamento de Trânsito (Detran), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Fundação Hemocentro de Brasília, da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), do Instituto Médico-Legal (IML), do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), do Na Hora, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Vigilância Sanitária.