1/12/15 10:50
Atualizado em 1/12/15 às 10:50

Operação conjunta coíbe comércio irregular na Rodoviária do Plano Piloto

Auditores da Agefis e PMs abordaram camelôs e vendedores de alimentos e impediram montagem de bancas. Fiscalização será intensa pelo menos até o início de janeiro


. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Atualizado em 1º de dezembro de 2015, às 11h43

O governo de Brasília deu início nesta manhã (1º) a uma operação para coibir o comércio irregular na Rodoviária do Plano Piloto. Camelôs e vendedores ambulantes foram abordados por policiais militares e por auditores da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), que os impediram de montar as barracas em vários pontos do terminal e nos arredores. O trabalho teve início às 5 horas.

Foram recolhidos carrinhos de compra, cadeiras e objetos utilizados pelos poucos vendedores que insistiram em montar as bancas. As mercadorias apreendidas serão levadas ao depósito da Agefis, no Setor de Indústria e Abastecimento.

O objetivo da ação, que vai pelo menos até 4 de janeiro, é restabelecer a ordem pública e dar segurança aos frequentadores e aos comerciantes do local, além de desobstruir passagens de pedestres, como a passarela entre o Conjunto Nacional e o Conic.

“Queremos organizar o centro de Brasília, combater o comércio irregular e dar acessibilidade para as mais de 700 mil pessoas que passam diariamente pela Rodoviária do Plano Piloto. É uma ação integrada para que o Estado consiga oferecer mais segurança e garantir os direitos da população”, explica o administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco.

Ação contínua
Durante a operação, oito equipes da Agefis farão fiscalização constante na Rodoviária do Plano Piloto — seis durante o dia e duas à noite.

A proibição do comércio irregular é uma reivindicação antiga dos proprietários de quiosques e lojas do terminal. Segundo o presidente da Associação dos Lojistas Pioneiros de Brasília, Délio Alves Ferreira, a organização do espaço público fortalece o comércio regular, que há anos sofre com a concorrência desleal.

“Havia uma situação insustentável na Rodoviária. Nós, lojistas, somos os maiores prejudicados, principalmente neste período de fim de ano. Alguns não estão sequer conseguindo honrar os compromissos com funcionários e taxas obrigatórias.”

A operação denominada Natal Legal é coordenada pela Subchefia da Ordem Pública e Social, da Casa Militar. Em 28 e 29 de novembro, militares e servidores da pasta monitoraram por 24 horas a Estação Rodoviária de Brasília, a Estação Rodoviária do Entorno, o Teatro Nacional e localidades nos arredores, para identificar a atuação dos ambulantes. A previsão é que novos estudos sejam feitos para futuras operações em outros pontos de concentração de comércio irregular no Plano Piloto.

A Secretaria-Adjunta do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, dá suporte à ação nesta terça-feira, oferecendo orientações aos comerciantes informais, e fará o cadastro daqueles que desejarem. A área de assistência social, por sua vez, intensificou as abordagens no local no fim de semana. Também dão apoio o Corpo de Bombeiros, a Vara da Infância e da Juventude e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

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