6/12/15 22:30
Atualizado em 6/12/15 às 22:30

DF terá 49 representantes em conferência nacional de mulheres

Serão 32 delegadas da sociedade civil e 17 do governo no encontro que ocorrerá de 15 a 18 de março de 2016, em Brasília


. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Terminou neste domingo (6) a 4ª Conferencia Distrital de Políticas para as Mulheres. O evento começou no sábado (5) e reuniu 261 participantes, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação do Distrito Federal (907 Sul). Dentre elas, foram eleitas 32 delegadas da sociedade civil e 17 do governo para a etapa nacional, de 15 a 18 de março de 2016, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A organização do encontro do fim de semana ficou a cargo da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e do Conselho de Direitos da Mulher do Distrito Federal.

No final, reuniram-se propostas para elaboração de documento a ser levado à conferência nacional. A cobrança por mais mecanismos e aparelhos do Estado para coibir a violência contra as mulheres — como a criação de outras delegacias especializadas de atendimento em Brasília (só há uma no Plano Piloto) — é um dos itens do texto, conforme adiantou a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, Lucia Bessa, representante também da Ordem dos Advogados do Brasil do DF. Integra ainda a lista de proposições locais a reivindicação por mais creches públicas “para que dê condições à mulher de competir em pé de igualdade com o homem no mercado de trabalho”, justificou Lucia.

Abertura
No sábado (5), a secretária especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, Eleonora Menicucci, ressaltou na abertura a importância das conferências para a construção de políticas públicas e elencou marcos legais, como a aprovação da Lei Maria da Penha, a Lei das Empregadas Domésticas e a que garante o atendimento obrigatório e integral a vítimas de violência sexual.

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), também presente no evento, as conferências são espaços de construção de ideias, permitindo o fortalecimento da democracia e estimulando a participação social. O secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joe Valle, afirmou que trabalhará para construir de forma coletiva políticas públicas voltadas a esse público. A subsecretária de Políticas para as Mulheres, Silvânia Matilde, destacou ser importante discutir direitos, participação e poderes. A colaboradora do governo Márcia Rollemberg, esposa do governador Rodrigo Rollemberg, também esteve no primeiro dia do encontro.

Etapa nacional
O tema da conferência nacional é Mais Direitos, Participação e Poder para as Mulheres, dividido em quatro eixos: Contribuição dos Conselhos dos Direitos da Mulher e dos Movimentos Feministas e de Mulheres para a Efetivação da Igualdade de Direitos e Oportunidades para as Mulheres em sua Diversidade e Especificidades: Avanços e Desafios; Estruturas Institucionais e Políticas Públicas desenvolvidas para as Mulheres no Âmbito Municipal, Estadual e Federal: Avanços e Desafios; Sistema Político com Participação das Mulheres e Igualdade: Recomendações; e Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres: Subsídios e Recomendações.

A coordenação dessa fase é da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

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