10/12/15 22:45
Atualizado em 10/12/15 às 22:45

Ação no Incra 7 retira mais nove edificações irregulares

Construções ficam em área de proteção ambiental e podem comprometer o abastecimento de cerca de 65% de Brasília


. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Nesta quinta-feira (10), operação coordenada pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) derrubou nove edificações irregulares — sete de alvenaria e duas de madeira —, na Reserva G da Gleba 3 do Incra 7, zona rural de Brazlândia. A ação, que teve início na quarta-feira (9) com a retirada de 13 moradias — oito em alvenaria, três em madeira e duas em metal —, contou com 89 servidores de 16 órgãos do governo de Brasília.

Também foram removidos hoje 150 metros de muro em alvenaria e 80 piquetes de demarcação, além de descaracterizados 1,1 mil metros de pavimentação de bloquetes e derrubados 29 postes de luz.

Os ocupantes anteciparam-se à ação e retiraram os pertences de dentro das residências. Não houve confronto. A operação na área está prevista para terminar nesta sexta-feira (11).

Proteção
A área, segundo a Agefis, tem destinação rural e não é passível de regularização. Todas as construções são recentes, as primeiras foram iniciadas no segundo semestre de 2014. De acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), que participa da operação, a invasão fica na Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Descoberto, principal ponto de captação de água de Brasília — abastece cerca de 65% da capital federal.

O adensamento urbano na região pode prejudicar a captação de água. A Bacia do Rio Descoberto abastece diretamente Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Santa Maria e Taguatinga, além de reforçar o fornecimento no Plano Piloto.

Segundo o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, invasões em áreas de proteção ambiental devem ser coibidas com rigor. “Se não cuidarmos dos mananciais e dos corpos hídricos, podemos sofrer o que São Paulo está sofrendo, por exemplo.”

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