8/1/16 20:13
Atualizado em 8/1/16 às 20:13

Operação da PM para reduzir índices de criminalidade é retomada

Na tarde desta sexta (8), 600 policiais militares saíram às ruas de Brasília com foco na diminuição de homicídio e roubos a coletivos e a residências


. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Atualizado em 8 de janeiro de 2016, às 19h48

Dois dias após ser anunciado como o novo comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Marcos Antônio de Oliveira Nunes retomou a operação Redução dos Índices de Criminalidade (RIC). Na tarde desta sexta-feira (8), uma tropa de 600 militares saiu do Comando-Geral da PM, no Setor Policial Sul, e ganhou as ruas do Distrito Federal com foco na diminuição de três delitos: homicídio e roubos a coletivos e a residências.

Segundo o comandante-geral, a operação não tem data para acabar. “Vai durar o tempo que julgarmos necessário. Vamos para as ruas com entusiasmo, pois a sociedade precisa do nosso esforço.” Os PMs vão concentrar o patrulhamento em regiões que apresentaram as maiores manchas criminais de Brasília, de acordo com levantamento da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

A secretária Márcia de Alencar Araújo esteve no relançamento e ressaltou a importância da corporação para consolidar e ampliar as conquistas do Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida. “Vamos integrar os esforços e com o êxito dessa e de outras operações iremos ainda mais além do que alcançamos em 2015”, disse a titular da Segurança Pública e da Paz Social.

Revista a ônibus
Logo após retomar a operação RIC, os policiais militares se dirigiram para diversas regiões administrativas. Uma das blitze foi montada na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), no fim da tarde, e parou linhas de ônibus frequentemente assaltadas. Todos os passageiros tiveram de descer para ser revistados. Para abordar mulheres, as tropas contavam com efetivo do sexo feminino.

Embora fossem levar mais tempo para chegar ao destino, passageiros que seguiam nos coletivos parados pela PM apoiavam a ação. O eletricista Frank Wellisson de Oliveira, de 22 anos, defende ações permanentes da PM nos ônibus. “Vale a pena chegar um pouco atrasado em casa, mas ter certeza de que nada vai acontecer com a gente.”

O motorista de um dos coletivos abordados, Franklin Monteiro, de 47 anos, também considera positiva a iniciativa. “É uma ação que inibe os ladrões”, avaliou. “Graças a Deus, nunca fui assaltado, mas praticamente todos os meus colegas já foram, muitos até acabaram agredidos.”

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