17/05/2016 às 12:00, atualizado em 29/10/2016 às 16:02

Começa desocupação de área pública no Setor Noroeste

No primeiro dia de operação, foram derrubados 20 barracos. Cerca de 80 ao todo deverão ser removidos até quinta-feira (19)

Por Ádamo Araujo, da Agência Brasília

Em ação que deve seguir até quinta-feira (19), cerca de 80 barracos serão retirados no Noroeste.

Em ação que deve seguir até quinta-feira (19), cerca de 80 barracos serão retirados no Noroeste. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Aproximadamente 80 barracos de lona e de madeira serão retirados do Setor Habitacional Noroeste, no Plano Piloto. A remoção, que envolve vários órgãos do governo de Brasília, começou no fim da manhã desta terça-feira (17) e deverá seguir até quinta-feira (19). A área ocupada por catadores de material reciclável pertence à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e fica às margens de pista lateral do Setor Militar Urbano.

Neste primeiro dia de operação, foram derrubados 20 barracos. Somente uma família solicitou o transporte do mobiliário para outro local. O material das edificações e 380 metros de cerca seguiram para o aterro controlado do Jóquei, em seis caminhões cedidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

Os ocupantes não resistiram à retirada, e foi dado prazo até esta quarta-feira (18) para que levem todos os recicláveis. Caso não deem destino ao material, a Agência de Fiscalização (Agefis) apreenderá as sacolas em que ele se encontra.

Animais

Três cães sem dono também foram removidos do local pela Diretoria de Vigilância Ambiental, da Subsecretaria de Vigilância Ambiental, vinculada à pasta de Saúde. A Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural encaminhou seis cavalos para os veterinários da pasta. Para reaver os animais, os proprietários precisam pagar os exames (cerca de R$ 75) e as taxas para retirada, que variam conforme a quantidade dias que os bichos ficam apreendidos, gastos com alimentação e cuidados, entre outros fatores.

Para prestar auxílio social, a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos acompanhou a operação, mas nenhuma família precisou do serviço. Deram suporte ainda a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Companhia Energética de Brasília (CEB), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e a Subchefia de Ordem Pública e Social, da Casa Militar. Foram 90 servidores no total. A ação contou ainda com duas pás mecânicas e 16 caminhões.

Segundo a Terracap, o lugar destina-se a fins urbanísticos, com a criação de parques e de locais de convivência, por exemplo. O terreno se divide em quatro pontos distintos, por isso ainda não é possível precisar o tamanho exato. A área é monitorada desde 2014 e desde então ocorreram outras retiradas, mas os invasores retornaram.

Edição: Raquel Flores