25/2/17 11:55
Atualizado em 11/10/17 às 21:53

Segurança vai ampliar ações de inteligência para reduzir crimes e violência contra a vida

Iniciativas abrangem videomonitoramento na cidade, tornozeleiras eletrônicas e intensificação de operações de combate ao tráfico. Taxa de homicídios caiu quase 46% no início deste ano em relação a 2016

Principal programa de segurança do Distrito Federal, o Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida vai avançar em duas frentes neste ano: ações de inteligência e redução da vulnerabilidade juvenil. A ideia é ampliar os resultados obtidos pelas políticas públicas de combate à violência, entre os quais a queda de quase 46% na taxa de homicídios no início de 2017 em comparação ao ano passado.

Para tanto, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social vai reforçar medidas com uso de tecnologia, como o videomonitoramento da cidade e as tornozeleiras eletrônicas. No planejamento da pasta constam também o celular de socorro para mulheres em medidas protetivas de urgência e a intensificação de operações de combate ao tráfico de armas e de drogas no DF e no Entorno.

“Chegamos ao final de 2016 com a menor taxa anual de homicídios em 23 anos, ou seja, 19,7 mortes por grupo de 100 mil habitantes”Márcia de Alencar, secretária da Segurança Pública e da Paz Social

Está também em curso a remodelação da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), para melhorar o funcionamento do contato com a população pelo telefone 190. Na perspectiva da proteção à juventude vulnerável, o Viva Brasília adotará um conjunto de ações integradas e projetos sociais com foco no jovem reincidente, por meio do programa Sigo Vivo.

A secretária da Segurança Pública, Márcia de Alencar, assegura que a redução da criminalidade no DF é fato e continuará, sobretudo, em relação à violência contra a vida. “Chegamos ao final de 2016 com a menor taxa anual de homicídios em 23 anos, ou seja, 19,7 mortes por grupo de 100 mil habitantes.”

O resultado, segundo Márcia, é fruto do trabalho integrado das forças de segurança. “Isso ocorreu em um momento em que a população do DF cresce a uma média de 65 mil habitantes/ano, e os números da violência no País também aumentaram”, frisa a secretária.

De acordo com o levantamento mais recente da pasta, a capital federal teve, no primeiro mês do ano, o menor número de homicídios desde 2004. Há 13 anos, foram registradas 37 mortes violentas em janeiro — à época, Brasília tinha 2,3 milhões de habitantes, e hoje são cerca de 3 milhões.

Em comparação com o mesmo período de 2016, este ano a redução foi de 45,9% — baixou de 74 casos para 40. A expectativa é que esses números continuem melhorando nos próximos meses. O combate à violência contra o cidadão requer, segundo a secretária Márcia, um pacto entre governo e sociedade baseado em ações integradas e compartilhadas, visando resultados de curto, médio e longo prazos.

Diferentemente de políticas de redução da criminalidade adotadas em outras unidades da Federação, a metodologia do Viva Brasília aponta que o problema da segurança não está restrito apenas à atuação repressora das polícias, mas exige ações coordenadas das áreas de segurança com outros setores públicos e da comunidade.

O esforço em combater à criminalidade e prevenir a violência valeu a Brasília o reconhecimento mundial com título de Capital Ibero-americana da Paz, para o biênio 2017 e 2018

Márcia lembra que o esforço em combater à criminalidade e prevenir a violência valeu a Brasília o reconhecimento mundial com título de Capital Ibero-americana da Paz, para o biênio 2017 e 2018. A honraria foi concedida na Assembleia Plenária da União das Cidades e Capitais Ibero-americanas, em La Paz, na Bolívia, no ano passado.

O governo de Brasília, destaca a secretária, investe na construção de uma cultura contra as mais diversas formas de violência — racial, religiosa, de orientação sexual e de gênero, entre outras. A entrega do prêmio será em 18 de abril, em Madri, cidade-sede da União das Cidades Capitais Ibero-americanas, durante o Fórum Mundial para a Cultura da Paz e da Não Violência.

Edição: Vannildo Mendes