12/2/19 15:13
Atualizado em 12/7/19 às 16:54

Dependentes químicos ganham oportunidades com ofertas de cursos profissionalizantes

Parceria entre a Secretaria de Justiça e Escola Técnica de Ceilândia oferece aulas a egressos de comunidades terapêuticas para reinseri-los no mercado de trabalho

Dez egressos de comunidades terapêuticas mantidas pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus/DF) receberam a oportunidade de participar de cursos profissionalizantes oferecidos pela Escola Técnica de Ceilândia (ECT). O projeto-piloto da pasta tem como objetivo oferecer capacitação profissional a dependentes químicos com a finalidade de realocá-los no mercado de trabalho. Eles foram matriculados em aulas de marcenaria, operador de computador, programador web, assistente de recursos humanos e eletricista instalador predial de baixa tensão.

Esses cursos são oferecidos de segunda a sexta-feira. Contam com disciplinas específicas e matérias complementares, como cidadania, matemática aplicada, português e redação oficial, relações humanas, informática e empreendedorismo.

A iniciativa é da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), que pretende expandir o projeto para as demais escolas técnicas do Distrito Federal e também para as organizações do Sistema S. “Com essa formação, esperamos facilitar o reingresso dessas pessoas no mercado de trabalho”, afirma o subsecretário da Subed, Rodrigo Barbosa.

De acordo com Barbosa, o Senai deverá disponibilizar vagas gratuitas nos cursos de formação oferecidos pela instituição aos jovens que já receberam alta das comunidades terapêuticas. No caso de dependentes químicos que seguem em tratamento, está sendo estudada a viabilidade de levar esses cursos às casas de internação.

Com a entrada de novos parceiros, a Subed estuda firmar termos de cooperação com a Secretaria de Educação a fim de formalizar a parceria.

Comunidades terapêuticas

A Sejus possui convênio com 13 comunidades terapêuticas em Brasília que oferecem 400 vagas de internação para atendimentos a dependentes químicos. O atendimento em regime de residência contempla homens e mulheres entre 18 e 60 anos pelo período de três meses a um ano.

As vagas são gratuitas e abrangem o acolhimento, abrigo e tratamento da dependência química e de pessoas com transtornos ocasionados pelo abuso de substâncias químicas.