23/8/19 19:11
Atualizado em 23/8/19 às 19:19

Secretaria monitora ocupações ilegais no DF por meio de imagens de satélite

Sema e Santiago & Cintra Consultoria assinaram acordo para garantir, com prioridade, acompanhamento de unidades de conservação em tempo real

Sistema Distrital de Informações Ambientais é composto por um repositório de dados espaciais ambientais e funcionalidades como a produção de relatórios automatizados para gestores e empreendedores | Foto: Divulgação / Secretaria de Meio Ambiente

Ocupações ilegais de área pública identificadas por imagens de satélite no Distrito Federal farão parte do Módulo Especialista sobre Fiscalização do Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia). A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) assinou, na tarde desta quinta-feira, (22/8), um acordo de cooperação técnica com a Santiago & Cintra Consultoria para execução de uma metodologia para identificar, de forma automatizada e precoce, a conversão de uso de solo no DF.

Além de módulos especialistas, o Sisdia é composto por um repositório de dados espaciais ambientais e funcionalidades como a produção de relatórios automatizados para gestores e empreendedores. “O Sisdia é um projeto pioneiro no Brasil ao inovar com os módulos especialistas que darão suporte direto à tomada de decisão, seja nos instrumentos de planejamento ou nos atos de gestão”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho.

O diretor da Santiago & Cintra Consultoria, Vinícius Ceron Rissoli, apresentou os resultados de projeto-piloto que captou amostras entre 1º de setembro de 2018 e 30 de junho deste ano. A partir delas foram validados 18 polígonos de alerta de indícios de ameaça ambiental em Planaltina, Sobradinho, Brazlândia e Vicente Pires, todos visitados pela Sema e constatados como advertências verdadeiras. As imagens prévias foram captadas por satélites PlanetScope, em monitoramento contínuo com três metros de resolução espacial e quatro bandas espectrais.

De acordo com a proposta metodológica do projeto, a captação dos dados passa pela seleção de imagens PlanetScope; detecção dos indícios de ocupação; controle interno de qualidade dos alertas detectados; envio dos alertas à Sema; validação em campo; e elaboração de relatórios.

Para a secretária-executiva da Sema, Marília Marreco, o resultado do trabalho é muito importante e indica que, se a consultoria conseguir refinar as imagens para que as ocupações sejam detectadas antes da consolidação de adensamentos humanos, será mais fácil contê-las. “Pretendemos priorizar esse mapeamento em unidades de conservação e, no futuro, criar um mapa de áreas vermelhas indicando que, por força da legislação ambiental, loteamentos erguidos nelas nunca poderão ser regularizados”, afirma.

Controle

A partir dos resultados apresentados, a subsecretária de Gestão Ambiental Territorial (Sugat), Maria Silvia Rossi, afirma que tem a preocupação em garantir que, no período mais crítico de seca, entre os meses de setembro a novembro, haja acuidade suficiente nas imagens captadas para identificar os focos, mesmo com diante da perda de clorofila da vegetação – algo que reduz a área verde a ser captada em filmagens.

O diretor da consultoria, Vinícius Ceron Rissoli, diz que a aplicação da metodologia na gestão governamental é importante instrumento na rápida identificação de ocupações. “Sendo de grande importância para o processo de fiscalização e combate à grilagem de terras, bem como para o controle da expansão urbana”, observa Vinícius.

 

* Com informações da Secretaria de Meio Ambiente