27/8/19 14:55
Atualizado em 27/8/19 às 15:20

Obras da lagoa de número 81 beneficiam Vicente Pires

É a terceira maior do sistema de drenagem que está sendo implantado na região

Quem passa pela Rua 4 do Setor Habitacional Vicente Pires, na altura das chácaras 19A e 22, não imagina que a alguns metros da via está em andamento a construção da lagoa de número 81, a terceira maior do sistema de drenagem que está sendo implantado na região.

Responsável por receber e armazenar as águas das chuvas captadas pelas bocas de lobo de diversas vias, principalmente das ruas 4 e 6, a lagoa está sendo construída em uma área de 1,2 milhão de metros quadrados e, quando finalizada, terá o potencial de armazenar cerca de 23 mil litros cúbicos de água, o equivalente a 0,5% da capacidade total do Lago Paranoá.

Quando concluída, a lagoa terá o potencial de armazenar cerca de 23 mil litros cúbicos de água | Foto: Secretaria de Obras/Divulgação,

“Impressiona pela magnitude e importância da obra de engenharia. Duas redes serão interligadas à bacia e vão contribuir diretamente para a qualidade de vida dos moradores de mais de 30 chácaras e indiretamente para as regiões circunvizinhas“, destaca Sérgio Lemos, subsecretário de acompanhamento e fiscalização de obras do GDF.

“No total, serão 185,6 km de drenagem debaixo da terra. Por isso, parecem invisíveis. Além do que, as lagoas estão localizadas em lugares estratégicos, às vezes dentro de chácaras, com pouca circulação de pessoas. A partir do momento que a população se familiarizar com a importância das lagoas de contenção, tenho convicção de que passará a contribuir com a manutenção e preservação de toda a infraestrutura que está em andamento”, explica Izidio Santos Junior, secretário de Obras do GDF.

Iniciadas em março deste ano, as obras na lagoa de número 81 estão previstas para serem finalizadas ainda este ano. Para o subsecretário Sérgio Lemos, a expectativa é que a parcela da população beneficiada pela rede de drenagem interligada à bacia não passe pelos problemas de alagamento no período chuvoso deste ano.

“Lembrando que o sistema de águas pluviais do setor habitacional só entrará em funcionamento total em 2020, quando está prevista a conclusão de todas as obras de infraestrutura”, complementa.

Impacto ambiental

Além de contribuir para o fim dos alagamentos, as lagoas de contenção têm a função de deter sedimentos e detritos, transportados pelas chuvas, antes de serem lançados nos córregos e rios da região.

“Com o declive do relevo em Vicente Pires, imagina a força da água ao atingir o córrego. A erosão é certa. Com as obras concluídas, vamos minimizar esse impacto. Isso é essencial para a preservação ambiental e sustentabilidade”, explicou Diego Bergamaschi, subsecretário de acompanhamento ambiental e políticas de saneamento do GDF.    

Em números

·         Área ocupada: 1,2 milhão m²

·         Valor: R$, 7,5 milhões

·         Volume de armazenamento: 23,6 milhões de litros

·         Vazão de lançamento no Córrego: 10.530 litros/segundo

* Com informações da Secretaria de Obras