19/11/19 12:41
Atualizado em 19/11/19 às 14:01

Orquestra Sinfônica se apresenta nesta terça-feira (19)

Espetáculo no Cine Brasília terá entrada franca e composições de Borondin, Smetana e Strauss, com solo de Moisés Pena no oboé

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro revisita o romantismo no concerto desta terça-feira (19), no Cine Brasília, apresentando três de seus maiores expoentes: Borondin, Smetana e Strauss. O espetáculo com entrada franca sob a regência do maestro Cláudio Cohen é o último no local antes do 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa na sexta-feira (22).

De Aleksandr Borodin (1833-1887), a Orquestra executará a Sinfonia nº 2 em Si Menor. Borodin nasceu em S. Petersburgo e integrou o grupo dos cinco (ao lado de Mily Balakirev, César Cui, Modest Mussorgsky e Nikolai Rimsky-Korsakov). “Já falamos aqui várias vezes deles. Esses autores estavam empenhados em trazer à música clássica uma nota genuinamente russa”, explica o maestro Cláudio Cohen.

Borodin, químico profissional, tinha uma formação musical limitada, dizendo-se mesmo músico de fim de semana. Segundo o regente da orquestra, a Segunda Sinfonia é, juntamente com a ópera Príncipe Igor (que inclui as famosas Danças Polovetsianas), uma das obras-primas do compositor russo.

A composição dessa sinfonia teria começado em 1869 e concluída em 1876, estreando em 1877 com pouco sucesso. Audiências posteriores, contudo, transformaram-na não somente numa das mais populares obras de Borodin, mas a mais interpretada e conhecida obra do Grupo.

Bedřich Smetana
Outro autor da noite é o checo Bedřich Smetana (1824-1884) com a Abertura da Ópera a Noiva Vendida. Trata-se de uma ópera cômica, sendo a segunda das oito obras do gênero escritas pelo autor. Representada em três atos, estreou em Praga em 1870. Teve boa aceitação do público e passou a ser a única ópera de Smetana que, desde então, permanece no repertório lírico fora da República Checa.

O alemão Richard Strauss (1864-1949), associado ao período neoclássico, é o terceiro compositor da apresentação. A peça escolhida é Concerto para Oboé e Orquestra. Sobre essa obra, composta no final da vida do autor, pode-se dizer que é um regresso ao estilo romântico de sua juventude.

Strauss teria recebido a encomenda de compor um concerto para oboé de um soldado dos Estados Unidos que o havia visitado na Alemanha depois da Segunda Guerra. Esse militar, John de Lancie, era oboísta da Orquestra de Pitsburgo. A princípio, Strauss desconsiderou a solicitação, mas depois mudou de ideia, e o concerto de estreia foi realizado em 1946 em Zurique. Lancie mais tarde se tornou o primeiro oboé da Orquestra da Filadélfia por 30 anos.

No concerto desta terça, ao oboé, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro terá o solista Moisés Pena. Natural de Belém do Pará, o componente da sinfônica completa 20 anos de carreira este ano e vê na oportunidade de tocar a peça do compositor alemão uma comemoração: “Estou muito feliz. É das obras mais belas de Strauss e uma das mais importantes do repertório de oboé, celebrada em todo o mundo. Aproveito para convidar o público para desfrutar conosco deste momento raro”, disse.

Serviço
Bedřich Smetana, Abertura da Ópera a Noiva Vendida (5 min)
Richard Strauss, Concerto para Oboé e Orquestra (20 min) – Solista Moisés Pena
Alexander Borodin, Sinfonia nº 2 em Si Menor (28 min) – Regência: Cláudio Cohen
Entrada franca
Acesso por ordem de chegada até lotação do espaço. Os portões são abertos às 19h15 para idosos e pessoas com deficiência e às 19h30 para o público em geral.
Cine Brasília, Entrequadra Sul 106/107
Dúvidas e informações: 2017-4030.

 

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa