12/12/19 17:16
Atualizado em 13/12/19 às 19:39

Prioridade em relação à segurança alimentar

Ações contemplaram comunidades carentes e investimento na infância

A refeição nos restaurantes comunitários passou de R$ 1 para R$ 3, no primeiro ano do governo anterior. Com nove meses à frente do Executivo, o governador Ibaneis Rocha determinou, e a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) voltou ao preço de sempre: R$ 1.

Na primeira segunda-feira após a queda no preço, foram vendidas 15.492 refeições – um aumento médio percentual de 23,8% na procura em relação à semana anterior.

Em novembro, foi lançado o Cesta Verde, programa que fornece mensalmente até oito mil cestas de frutas, verduras e legumes para complementar a alimentação de famílias que recebem a cesta seca. São grupos em situação de incapacidade de prover alimentação em quantidade suficiente para a própria subsistência.

“Tivemos um trabalho intenso neste ano, corrigindo alguns erros deixados pela gestão anterior”, explica o secretário de Desenvolvimento Social, Ricardo Guterres. “Agora é evoluir em todas as áreas. Somos a porta de entrada para muitas políticas públicas e vamos dar uma resposta imediata e ainda mais qualificada ao nosso público e à sociedade em geral”, completa.

Secretário de Desenvolvimento Social, Ricardo Guterres: “Agora é evoluir em todas as áreas.” Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Educação alimentar

Mais do que garantir a segurança alimentar, a Sedes atua na conscientização e educação da população, para chamar a atenção para a importância do assunto. Todos os meses, a pasta promove ações de educação alimentar e nutricional nas quais são abordados temas específicos, como saúde da mulher e do homem, reaproveitamento dos alimentos, consumo de produtos mais saudáveis e afins.

A refeição nos restaurantes comunitários voltou ao preço original de R$ 1. Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

Os 14 restaurantes comunitários passaram por uma intensa manutenção. As unidades foram utilizadas para outras funções, quando funcionaram para aulões preparatórios para concursos e para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cursos profissionalizantes gratuitos e oficinas de capoeira e outros esportes.

A cultura teve espaço nos restaurantes, com a série Almoços Musicais, que levou ao local música para todos os gostos. Bom para o público e para os artistas, com espaço e plateia garantidos em suas apresentações.

Criança Feliz

O Criança Feliz Brasiliense é vinculado à iniciativa do governo federal que prevê o zelo pelo desenvolvimento das crianças na primeira infância. Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Um grande benefício para a primeira infância do DF foi quando o governador Ibaneis Rocha assinou o decreto de lançamento do Criança Feliz Brasiliense, programa vinculado à iniciativa do governo federal que prevê o zelo pelo desenvolvimento integral das crianças na primeira infância (de zero a seis anos).

A medida é interdisciplinar, com ações de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos realizadas durante visitas domiciliares. A meta mínima é que 3,2 mil famílias sejam acompanhadas pelo Executivo.

Estão entre os objetivos apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento do bebê e nos cuidados perinatais; colaborar com o exercício da parentalidade, o fortalecimento de vínculos e do papel das famílias para o desempenho da função de cuidado, proteção e educação de crianças na faixa etária de até seis anos de idade; e ampliar e fortalecer ações de políticas públicas voltadas para as gestantes, crianças na primeira infância e suas famílias.

Somos a porta de entrada para muitas políticas públicas e vamos dar uma resposta imediata e ainda mais qualificada ao nosso público e à sociedade em geral” Ricardo Guterres, secretário de Desenvolvimento Social

Acolhimento

Ainda com foco na população infantil, foi implantado o Serviço de Acolhimento em Família, que oferece alternativa à criança ou ao adolescente retirado de casa por medida protetiva, em razão de diferentes tipos de violência ou violações de direitos.

A pessoa assistida fica na casa de uma família entre seis e 18 meses, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). No DF, mais de dez famílias foram capacitadas para acolher um menor, e outras seguem em preparação.

Capacitação

O #PartiuFuturo é voltado para pessoas de baixa renda de 15 a 29 anos e formou quase dois mil cidadãos. Foto: Thiago Sena / Sedes

Com o objetivo de preparar os jovens para o mercado de trabalho, a Sedes lançou o #PartiuFuturo. O projeto, voltado para pessoas de baixa renda de 15 a 29 anos, formou cerca de 1,8 mil cidadãos em 11 cursos profissionalizantes gratuitos.

1,8 milNúmero aproximado de pessoas que se formaram em 11 cursos profissionalizantes gratuitos pelo projeto #PartiuFuturo

Quem também passou por cursos de aperfeiçoamento foram os catadores de materiais recicláveis. A Unidade de Benefícios Socioassistenciais promoveu capacitação para cerca de 700 desses profissionais. Os participantes foram selecionados por um edital de chamamento, no qual se especificava a condição de estar inscrito em cursos profissionalizantes ou capacitações para ter direito a uma bolsa de R$ 300 mensais.

Outros públicos que também tiveram atenção especial da secretaria foram os idosos e as pessoas com deficiência. Cerca de 23 mil beneficiários de programas sociais do governo começaram o ano em risco de ter seus benefícios suspensos por conta de uma falta de programação da gestão passada do Governo do Distrito Federal.

CadÚnico

Idosos na região central de Brasília.
No CadÚnico, o cidadão pode agendar o procedimento no site da Sedes. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Para evitar que famílias perdessem a principal fonte de renda, a Sedes firmou parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do DF. A corporação destacou servidores para reforçar os procedimentos de averiguação, revisão e atualização do Cadastro Único (CadÚnico). Por meio desse reforço, foi possível agendar 25.470 atendimentos ao público.

O CadÚnico modernizou o agendamento. Desde o primeiro semestre, o cidadão que precisa preencher o cadastro pode agendar o procedimento pelo site da Sedes. A ferramenta veio para complementar o serviço já oferecido pelo telefone 156. Hoje, já é possível fazer o procedimento pelo computador, tablet ou até mesmo pelo celular.

* Com informações da Sedes