5/2/20 18:18
Atualizado em 5/2/20 às 18:18

Ambulatório Trans do GDF comemora o Dia da Visibilidade

Militantes, trabalhadores e gestores participaram da mesa de debates

Okumoto: “É um trabalho multiprofissional muito importante para melhorar a questão da autonomia dessas pessoas” | Foto: Geovana Albuquerque / Secretaria de Saúde

Como parte do calendário de eventos para comemorar o Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de fevereiro, o Ambulatório Trans do Hospital Dia abriu, nesta quarta-feira (5), uma mesa de debates entre usuários da unidade, profissionais e gestores da Secretaria de Saúde. O objetivo foi discutir o acesso de pessoas transexuais e travestis ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Inaugurado em agosto de 2017, o Ambulatório Trans atende pessoas com identidade de gênero em conflito com o sexo designado ao nascer. São cidadãos em busca de intervenções, corporais ou não, que adequem a imagem e a compreensão de si mesmas ao padrão de gênero percebido.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, participou da abertura dos debates e destacou a importância do serviço prestado pelo Ambulatório Trans. “Há uma demanda muito grande de pessoas que procuram esse centro para tratamento. É possível elencar alguns pontos, como a utilização de hormônios e o acompanhamento com profissionais de saúde. É um trabalho multiprofissional muito importante para melhorar a questão da autonomia dessas pessoas”, afirmou.

No Distrito Federal a unidade já atendeu 450 pessoas até novembro de 2019, com idade entre 18 e 69 anos, além de seus familiares e amigos. O espaço é indicado para qualquer pessoa que tenha conflito de gênero e precisa fazer acompanhamento psicológico e psiquiátrico para que entenda o processo.

De acordo com o secretário, um dos esforços da atual gestão é habilitar, junto ao Ministério da Saúde, algumas das unidades que são referência no DF para receber novos recursos pelos serviços prestados. Entre as metas, a de que o Ambulatório Trans seja uma das escolhidas. “Só em 2019 habilitamos R$ 27 milhões de atividades e procedimentos dentro da secretaria. É um recurso que entra de acordo com a produtividade e que poderá ser útil para o ambulatório”, acrescentou Okumoto.

“Há uma demanda muito grande por esse centro. É possível elencar alguns pontos, como utilização de hormônios e acompanhamento com profissionais de saúde”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

Além disso, reforçar o atendimento na unidade com novos servidores é uma das medidas já estudadas pelo secretário para melhorar o acesso à população e o trabalho dos profissionais de saúde que atuam no local. “Fica aqui o nosso compromisso de dar todo o apoio necessário as solicitações do ambulatório. Estou à disposição de vocês e da unidade”, arrematou o secretário.

Compromisso

Na mesma linha de raciocínio, a superintendente da Região de Saúde Central, Eddi Sofia de La Santíssima, ressaltou o compromisso com o Ambulatório Trans. “Na próxima semana estarei aqui, em período integral, para colocarmos no papel as principais demandas que conseguiremos resolver a nível local, e aquelas que diz respeito às outras áreas”, declarou.

Unidade já atendeu 450 pessoas até novembro de 2019, com idade entre 18 e 69 anos | Foto: Geovana Albuquerque

“Quem trabalha e quem frequenta o ambulatório sabe o que de fato precisa. A gente só precisa de vontade política para que essas coisas aconteçam”, comentou a representante da Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Transgêneros do DF e Entorno (ANAVTrans) no debate, Ludmylla Santiago.

No transcurso do dia, o evento também discute temas como: cuidados em saúde da população transgênero, roda de conversa sobre binariedade de gênero e oficina de linguagem neutra, entre outras atividades.

Atendimento

A equipe do ambulatório é composta por: Endocrinologia, Enfermagem, Medicina de Família, Ginecologia, Psicologia, Psiquiatria, Serviço Social, Técnica de Enfermagem e Terapia Ocupacional.

* Com informações da Secretaria de Saúde