27/2/20 18:54
Atualizado em 28/2/20 às 10:25

Salas de acolhimento atendem mais de 1,3 mil pessoas na primeira semana

Estruturas estão localizadas nas proximidades de sete hospitais da rede pública de saúde

Pelo menos 30% do total de atendimentos foram de moradores do Entorno | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília

Durante os oito primeiros dias de atendimento nas sete salas de acolhimento para casos suspeitos de dengue, instaladas nas proximidades de hospitais regionais, 1.374 pessoas foram acolhidas e receberam algum tipo de tratamento ou orientação sobre a doença. A região de saúde com o maior número de atendimentos foi a Sul, com a sala de acolhimento instalada na área do Hospital Regional do Gama. Segundo a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Moema Campos, pelo menos 30% do total de atendimentos foram de moradores do Entorno.

Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, essa grande procura pode ter uma explicação. “Em Valparaíso e Novo Gama, ambos em Goiás, o número de casos autóctones está em alta, e por lá não há as mesmas ações contra dengue que temos aqui”, destaca. Ele acrescenta que a Subsecretaria de Vigilância já tem atuando nas áreas limítrofes do Distrito Federal.

A maioria dos atendimentos teve diagnóstico de dengue leve (75% dos casos). Pessoas nessa situação receberam hidratação oral e foram orientadas a como se tratar em casa. Outros 5% tiveram diagnóstico considerado um pouco mais grave e receberam hidratação venosa.

“Nossa intenção, com as salas de acolhimento, é atender justamente a esses casos menos graves, para evitar que se agravem e cheguem, inclusive, a óbito. E estamos tendo êxito”, comemora Moema Campos.

Salas

As sete salas de acolhimento para casos suspeitos de dengue iniciaram o atendimento na última quarta-feira (19). O objetivo é diagnosticar a dengue precocemente e iniciar o tratamento imediatamente, evitando as complicações decorrentes da doença. Além disso, o serviço ajuda a desafogar as emergências dos hospitais.

A previsão inicial é de que as salas atendam à população por 30 dias, de segunda a domingo, das 8h às 17h. O secretário-adjunto de Assistência, Ricardo Tavares, frisa, porém, que as pessoas também podem procurar atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS).

“Nossa intenção é atender a esses casos menos graves, para evitar que se agravem e cheguem a óbito. Estamos tendo êxito”Moema Campos, subsecretária de Atenção Integral à Saúde

“Algumas têm horário estendido até 22h. E nas UBS tipo II, com sala de hidratação, também”, lembra.

Estruturas nas UPAs

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) também montou tendas semelhantes nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia e de Sobradinho. Desde que começaram a funcionar, em 17 de fevereiro, 755 pacientes com suspeita de dengue já foram atendidos.

De acordo com o balanço dos dez primeiros dias, o maior volume de casos suspeitos atendidos foi em Ceilândia, com 424 pessoas, dos quais 152 tiveram a confirmação da doença. Na unidade ao lado da UPA de Sobradinho, 331 pessoas foram atendidas, com 137 casos confirmados.

Estruturas têm cerca de 50 metros quadrados cada | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde

“As tendas são mais um aporte dentro do contexto da rede de saúde, porque a Secretaria de Saúde também conta com salas de hidratação em alguns hospitais e outras áreas do governo. No que diz respeito à prevenção, faz a limpeza de rua para evitar água parada e a proliferação do mosquito”, declarou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

Com cerca de 50 metros quadrados, as estruturas contam com sala de triagem, consultório médico, dez leitos de hidratação venosa e sistema de ar-condicionado. No local é possível fazer diagnóstico clínico, teste rápido e teste laboratorial processado no laboratório das UPAs, bem como tratamento com hidratação venosa. Essas estruturas funcionam das 7h às 19h, todos os dias. E, se necessário, passarão a funcionar 24h por dia.

 

* Com informações da Secretaria de Saúde e do Iges-DF