12/3/20 18:33
Atualizado em 12/3/20 às 18:33

Agentes de saúde começam aulas práticas na próxima semana

Na parte teórica, eles aprenderam sobre abordagem, materiais utilizados e tiveram informações sobre o Aedes aegipty

Termina, nesta sexta-feira (13), a primeira etapa do treinamento da primeira turma de agentes comunitários de saúde (ACSs) e de Vigilância Ambiental (AVAs) para reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti no Distrito Federal. A partir de segunda-feira (16), será iniciada a parte prática, com as visitas domiciliares.

Ao todo, 261 contratados estão passando pela capacitação. O curso foi dividido por temas, distribuídos de segunda a sexta, iniciando com introdução ao SUS e à vigilância em saúde, com foco em informações de estratégias de campo.

Também foram repassados aos agentes como é o trabalho no cadastro na estratégia de saúde da família, introdução a zoonoses e técnicas de visita domiciliar e materiais de campo. No último dia, o assunto será introdução ao controle químico.

Além da parte de epidemiologia, o curso também contou com dois dias de conversa com uma equipe da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep) para esclarecer dúvidas sobre os contratos temporários. Entre as principais perguntas estavam ajuda de custo e em que categoria se encontram, ou seja, se são celetistas, servidores, colaboradores.

Prática

Todos os agentes contratados participarão das aulas práticas, na próxima semana. Eles serão divididos em grupos híbridos, ou seja, os novos contratados irão a campo juntamente com agentes mais antigos, supervisionados.

“As áreas a serem visitadas serão escolhidas respeitando as áreas prioritárias, ou seja, aquelas em que a análise necessite de atuação emergencial em campo. Hoje, estamos analisando quais são essas áreas e amanhã definiremos o percurso dos agentes”, disse a coordenadora da capacitação, Jahila Anselmo.

Emergência

Em 24 de janeiro, o Governo do Distrito Federal declarou situação de emergência na saúde pública, pelo prazo de 180 dias, em razão do risco de epidemia por doenças transmitidas pelo mosquito do Aedes Aegypti (dengue, zika e chikungunya).

 A situação de emergência veio por meio de decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha e prevê a adoção de medidas administrativas para conter a possível epidemia. O decreto tem como objetivo agilizar a aquisição de insumos e produtos e também de serviços e pessoal, respeitando a legislação vigente.

Em razão do decreto, houve a necessidade de contratação de agentes de saúde, por processo seletivo. Foram oferecidas 600 vagas, sendo 300 para agentes de vigilância ambiental e a outra metade para agentes de vigilância em saúde. Após a convocação, 261 pessoas compareceram e outras novas convocações têm sido feitas para compor o quadro de vagas. Todos eles passarão pelo mesmo treinamento.

*Com informações da Secretaria da Saúde