14/3/20 12:00
Atualizado em 14/3/20 às 12:00

Cecéu e o amor pelo céu da capital

O servidor público aposentado Carlos Cezar Soares Batista, o Cecéu, passa o dias a fotografar a cidade e afirma que o contato com pessoas de várias origens contribuiu para a formação de sua personalidade e no jeito brasiliense de ser

39dias para os 60 anos de Brasília

Em homenagem à capital federal, formada por gente de todos os cantos, a Agência Brasília está publicando, diariamente, até 21 de abril, depoimentos de pessoas que declaram seu amor à cidade.

 

Em 1966, na chegada a Brasília, com a família, Cecéu viu o surgimento das primeiras escolas e dos primeiros comércios locaisna ainda inacabada Asa Norte. Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Minha história de amor com Brasília começa com a corajosa decisão de um casal de funcionários públicos paraibanos – à época radicados na cidade de Fortaleza – de se mudarem para a Capital Federal, motivados por melhores condições de trabalho e na esperança de um futuro melhor para seus filhos.

Apesar das dificuldades e desafios em viver quase como desbravadores no meio do Cerrado do Planalto Central, só quem viveu naquela época sabe o quanto foi impactante acompanhar cada etapa da construção da cidade idealizada por JK.

Foi quando os nominados Candangos ou Pioneiros deixaram as diversas regiões do país para, literalmente, erguerem a Nova Capital.

Apesar das dificuldades e desafios em viver quase como desbravadores no meio do Cerrado do Planalto Central, só quem viveu naquela época sabe o quanto foi impactante acompanhar cada etapa da construção da cidade idealizada por JK.

Com minha família não foi diferente. Em 1966, com meus pais e três irmãs desembarcamos na emblemática 312 Norte, uma das primeiras Superquadras do Plano Piloto.

À época foi possível testemunhar o surgimento das primeiras escolas, dos primeiros comércios locais com suas padarias, bares, açougues, farmácias e a construção de novas quadras da ainda inacabada Asa Norte – dando forma ao projeto idealizado pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa – usufruindo intensamente das áreas verdes e pilotis dos blocos.

Por sua vez, o convívio ao longo dos anos com mineiros, baianos, goianos, piauienses, cariocas, paraibanos e cearenses – com suas diferentes características e tradições – contribuiu na formação de minha personalidade e no jeito brasiliense de ser, caracterizado pelo respeito às diferenças, à pluralidade e à diversidade cultural.

A cidade que acolheu meus pais, tios e avós paternos oportunizou que parte da família entrasse para o serviço público. Hoje, aposentado, casado com uma brasiliense da gema e com dois filhos, tenho me dedicado ao hobby da fotografia o qual não tenho dúvida de que fui influenciado pela “Cidade Céu” e, como diz seu hino, a cidade “Rainha do Planalto”, que, com suas silhuetas e singularidades, me encanta e inspira.

Carlos Cezar Soares Batista, o Cecéu, 58 anos, servidor público aposentado, mora na 715 Sul