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Atualizado em 4/4/20 às 9:09

Eape retoma formação continuada pela TV Justiça

Objetivo é orientar, trocar experiências e esclarecer, a distância, dúvidas dos professores sobre ensino mediado

O professor de matemática e supervisor pedagógico Leonardo Henrique de Jesus da Silva grava vídeos em casa, num trabalho que ajuda a complementar o aprendizado dos alunos  | Fotos: Divulgação / SEE

Para retomar a interlocução com professores, coordenadores e gestores escolares durante a quarentena prescrita para conter a Covid-19, a Secretaria de Educação (SEE) está produzindo oito programas que serão veiculados na TV Justiça a partir da próxima segunda-feira (6). Voltada aos docentes, a produção, que faz parte do programa Escola em Casa DF, pretende proporcionar o compartilhamento das rotinas adotadas por pais e estudantes durante o isolamento, promovendo as aprendizagens necessárias ao contexto atual e entrevistando especialistas que possam subsidiar o trabalho pedagógico nas escolas.

A Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) terá 30 minutos das três horas diárias da programação. Nesse período, serão transmitidos dois programas com duração de 15 minutos cada. A transmissão ocorrerá enquanto perdurarem as medidas de isolamento determinadas pelo governo. Os programas não valerão como formação certificada, mas proporcionarão orientações, troca de experiências e, sobretudo, esclarecimento de dúvidas dos docentes.

“Todo mundo está reaprendendo. Essa é a primeira experiência de todo mundo a distância”, reconhece o subsecretário da Eape, André Lúcio Bento, que formou oito equipes, cada uma responsável por um programa, com cerca de 80 servidores envolvidos, além voluntários de outros setores da SEE, todos trabalhando atentos aos protocolos de isolamento para evitar a disseminação do coronavírus.

Toda a equipe recebeu capacitação para usar a câmera do celular, bem como para identificar as melhores locações para gravar vídeos, os melhores ângulos e a iluminação adequada.

“Vamos oferecer formação continuada pelo mais poderoso veículo de comunicação de massa do Brasil”, acrescenta o subsecretário, para quem a Eape manterá sua interlocução com o corpo docente em relação ao Currículo em Movimento, diretrizes pedagógicas e temas da atualidade que impactam as ações docentes.

Programa aberto 

A produção do conteúdo da Eape vem sendo feita com a colaboração do corpo docente. Para ter material e produzir os programas, a Eape apresentou a proposta para chefes de Unidades Regionais da Educação Básica (Uniebs) via aplicativo de mensagens, e solicitou a divulgação à comunidade escolar, professores, coordenadores e gestores para que contribuam com a produção do conteúdo por meio de vídeos. Todos poderão enviar o audiovisual com dúvidas que estejam relacionadas ao ensino e a esse período de confinamento, sugestões de temas para os programas e relatos de suas experiências, entre outras contribuições.

“O que tem chegado mais são relatos de experiências de pessoas que estão em teletrabalho, como estão organizando o trabalho em casa e que dificuldades estão tendo. Além disso, têm chegado relatos de como as escolas estão se preparando para atuar a distância e, também, sugestões de atividades pedagógicas que as escolas vão desenvolver nesse período”, arremata André Bento.

Quem quiser colaborar com o conteúdo dos programas pode enviar o material para o e-mail da Eape: eape.programastv@edu.se.df.gov.br

Processo contínuo

Para o professor de matemática e supervisor pedagógico Leonardo Henrique de Jesus da Silva, é  fundamental que o desenvolvimento do processo escolar continue, diante da atual crise sanitária no mundo. “A interlocução que a Eape vai propor e veicular aos professores por meio da TV aberta, trazendo à discussão temáticas relacionadas às demandas pedagógicas, tecnológicas e oferecendo a oportunidade de trocar experiências, é muito importante”, avalia.

“Nesse momento de crise, precisamos nos unir, enquanto rede de educação pública, e mostrar com empenho e criatividade ações que favoreçam ou minimizem os impactos gerados no enfrentamento causado por essa pandemia, que acometeu a todos de surpresa”, conclui o professor. De casa, ele grava vídeos que ajudam a complementar o aprendizado dos alunos.  

Dicas para melhorar a gravação do seu vídeo
1 – Grave sempre com a câmera na horizontal
2 – Busque um local iluminado e não fique contra a luz
3 – Se possível, deixe a câmera em alguma superfície para que a imagem fique estabilizada
4 – Sempre observe o fundo da imagem e verifique se está organizado
5 – Preste atenção no som. Após gravar, verifique se o áudio ficou limpo e se é possível entender o que está dizendo
A professora Helen Lima é formadora da Eape e vai apresentar o programa A inclusão escolar chega em casa

 

Os programas
→ Jornal Pedagógico

Apresentará notícias sobre temas relacionados à educação atual no DF e no Brasil. A ideia é mostrar quais escolas e práticas pedagógicas estão tendo êxito diante dos novos desafios, no período de quarentena.

→ Direto de casa

Buscará socializar experiências sobre o teletrabalho, mostrando como as famílias estão conseguindo organizar a rotina dos filhos em casa e como os próprios estudantes constroem a sua rotina durante a quarentena.

→ De escola para escola

Buscará socializar experiências pedagógicas, durante o teletrabalho, entre as escolas da rede.

 

→ PlenaMENTE XXI

Tratará de temas voltados a competências socioemocionais,  autocuidado e inteligência emocional.

→ Na Sala de Coordenação

Buscará a reflexão conjunta por parte dos professores sobre a organização do trabalho pedagógico para que tracem estratégias com vistas às aprendizagens significativas dos estudantes para uma educação pública de qualidade.

→ Diálogos com gestores(as)

Buscará refletir sobre a gestão pública e democrática das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal. Serão abordadas temáticas como governança educacional, estratégias de gestão e desafios da gestão escolar democrática no contexto atual.

→ A inclusão escolar chega em casa

Apresentará o trabalho desenvolvido no contexto escolar de modo a garantir espaços para a aprendizagem, pensando no público da Educação Especial a partir da perspectiva inclusiva.

→ Fala sério!

Entrevistará especialistas sobre assuntos da atualidade que podem subsidiar o trabalho pedagógico nas escolas.

* Com informações da Secretaria de Educação