18/4/20 15:19
Atualizado em 18/4/20 às 15:42

Fim das infiltrações em escola do Recanto das Emas

Reparo no telhado aproveitou o período sem aulas no Jardim de Infância, em razão da pandemia da Covid-19

| Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Foram anos de apreensão e medo da chuva. A cada dia de aula era uma agonia provocada pelas inúmeras infiltrações em praticamente todo o teto do Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas (assista ao vídeo abaixo). “Escorria água para dentro das salas de aula. Parecia uma cachoeira”, lembra a diretora da unidade de ensino, Fabíola da Costa Farias.

Cenas que agora só serão vistas no celular de Fabíola, que chegou a filmar a “barriga” que o acúmulo de água fez no teto de PVC certa vez. Enquanto os alunos cumprem o isolamento em casa, a Coordenação Regional de Ensino reformou todo o telhado e pôs fim ao sofrimento de professores e das 474 crianças de quatro a cinco anos da Educação Infantil.

“Aproveitamos a ausência dos alunos, que estão isolados em casa por causa da Covid-19, para fazer o serviço”, disse o coordenador regional Leandro Freire.

Segundo ele, os custos do trabalho foram cobertos pelo contrato de manutenção com a empresa Burity, que já presta serviço à escola. Portanto, o reparo no telhado em nada onerou a verba que já é formalmente destinada ao colégio.

“Uma obra dessa não custaria menos que R$ 90 mil. Então, fizemos uns ajustes nas obras previstas para esta unidade e encaixamos o conserto do telhado dentro da planilha do contrato que temos com a empresa”, detalha Leandro.

Nova estrutura

O trabalho foi feito em duas etapas. Primeiro a empresa ampliou o número de tubulações para vazão das águas pluviais. Agora, além dos dois canos que já estavam instalados, foram colocados outros três. Isso impede que se formem poças no telhado.

Em seguida os engenheiros da empresa cobriram o telhado com manta especial que impermeabiliza a parte externa da cobertura da escola, impedindo que a água infiltre na estrutura. “Dois canos apenas não eram suficientes para escoar um volume alto de água. Então, com cinco, agora o problema está resolvido”, garante o engenheiro Leonardo Leão.

| Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

A nova estrutura do telhado já foi posta à prova nestes dias atípicos de abril, com chuvas em boa parte das semanas. Mas o percurso das águas pluviais agora mudou.

Em vez de desembocar em algumas das dez salas de aula do colégio, elas escoam pelos cinco canos e caem direto na galeria, conservando quadro, lâmpada, brinquedos e piso secos. São elementos  necessários principalmente para o aprendizado e a mobilidade da turma de alunos especiais da escola. “Em dias de chuva eles não podiam sair para andar, brincar”, conta Fabíola.

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