22/4/20 12:44
Atualizado em 22/4/20 às 12:59

Festival Cantando para Brasília animou a população de casa

Programação on-line da Secretaria de Cultura e Economia Criativa não deixou ninguém parado

Com mais de 10 horas de música, Brasília comemorou seu aniversário em grande estilo. Durante todo o dia 21 de abril grandes artistas da capital se reuniram para cantar os 60 anos da cidade. Respeitando o isolamento social, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) promoveu o Festival Cantando para Brasília, com uma programação eclética e completamente gratuita que marcou a data.

O dia começou com a tradicional missa, na Catedral Metropolitana, um dos símbolos arquitetônicos da cidade planejada e projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer a partir do ideal do então presidente Juscelino Kubitscheck. A celebração presidida pelo Arcebispo Dom Sérgio da Rocha, foi acompanhada pelo governador Ibaneis Rocha e o vice-governador Paco Britto e suas famílias, e também marcou os 60 anos da instalação da Arquidiocese de Brasília.

Palcos diversos, espalhados por vários pontos do Distrito Federal deram uma nova cara para a festa, que normalmente acontece na Esplanada dos Ministérios, outro cartão postal da capital. O formato, “novo e desafiador”, como definiu o secretário de Cultura e Economia Criativa Bartolomeu Rodrigues, foi a solução encontrada pelo Governo do Distrito Federal para garantir uma celebração à altura da data.

“Tivemos apoio de diversos artistas que voluntariamente participaram dessa grande celebração, mostrando todo o amor pela nossa cidade”, diz.

De suas casas, artistas se revezaram em ‘lives’ transmitidas pelas redes sociais trazendo alegria para todas as idades. Os pequenos puderam acompanhar a história “A menina e o Ipê Amarelo”, contada por Fátima Venzi e Edna Ribeiro.

De maneira lúdica, com direito a um cenário que trazia a árvore símbolo da capital, elas falaram um pouco sobre “o quadradinho mais querido do país”, como definiu a escritora Fátima.

Ao longo de toda a tarde e noite, brasilienses de nascença ou de coração se divertiram ao som de samba, forró, pop rock, MPB, sertanejo e axé. Foram 15 atrações musicais que rechearam a programação preparada pela Secec. Nomes de peso como Vinícius Oliveira, Túlio Borges, Milsinho, Luciano Ibiapina, Renata Jambeiro, Roni & Ricardo, Collo de Mainha, Bebeto Cerqueira, Marcelo Sena, Banda Imagem, Dhi Ribeiro, Marcelo Café, Nego Rainer, Banda Crazy e Barão & Mauá participaram do Festival Cantando para Brasília.

“Agradeço o convite da Secretaria de Cultura e Economia Criativa que proporciona essa festa também para nós”, traduziu o músico Milsinho que pela primeira vez participou das comemorações do aniversário de Brasília.

Marcelo Sena também falou sobre a emoção de participar do aniversário durante o isolamento social. “É uma honra. Há muito tempo eu não me arrumava. Fiz isso especialmente para cantar para a minha cidade.”

Homenagens

Outras homenagens emocionantes marcaram as comemorações dos 60 anos de Brasília. A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro fez um arranjo especial para celebrar a data.

Cada um de sua casa, os músicos do corpo sinfônico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa executou o “Hino de Brasília” (Neusa França/Geir Nuffer Campos, 1960), “Brasília, Capital da esperança” (Ariovaldo Pires/Simão Neto/Enrico Simonetti, 1960), “Peixe Vivo” (folclore, domínio público) e “Água de Beber” (Jobim/Vinícius, 1961) que somados ao tradicional “Parabéns pra você” garantiram um espetáculo de encher olhos e ouvidos.

O coro de “Parabéns pra você” foi engrossado por grandes artistas da capital. Mulato e Cassiano, Paraná, Célia Porto, Manassés, Seu Estrelo, Vladimir de Carvalho, Felipe Gracindo Nicolas Behr, Marquin, Noélia Ribeiro e Nilva de Souza, por exemplo, falaram sobre o amor à capital em um vídeo emocionante.

Moradores da quadra 210 sul também comemoraram os 60 anos de Brasília de maneira diferente. De suas janelas, eles puderam acompanhar a Serenata de Abril, parte do projeto Brasília 60+60, apoiado pela Secec. Músicos se apresentaram na rua, trazendo alegria e conforto a quem está em casa.

 

* Com informações da Secretaria de Cultura