24/4/20 18:41
Atualizado em 24/4/20 às 18:49

Carcaças de veículos são retiradas do SIA

A operação, batizada de DF Livre das Carcaças, é coordenada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Secretaria de Segurança Pública

Uma operação conjunta do GDF retirou nove carcaças de veículos velhos abandonados em área pública no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) nesta sexta-feira (24). A ação faz parte das medidas de combate à dengue no DF e tem o objetivo de eliminar criadouros do mosquito  Aedes aegypti.

A operação, batizada de DF Livre das Carcaças, é coordenada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Secretaria de Segurança Pública, conta com o apoio da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde, da Secretaria Executiva de Políticas  Públicas, da Secretaria Executiva das Cidades, Detran-DF, Defesa Civil e DF Legal, e foi realizada com a ajuda da Administração Regional do SIA.
Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Coordenador dos Conselhos Comunitários de Segurança do Distrito Federal e da operação, Marcelo Batista, conta que, desde janeiro, a ação passou pela Ceilândia, Samambaia, Guará, Candangolândia e Sudoeste, e 240 sucatas foram retiradas das ruas.

“No começo, a preocupação era de segurança, os veículos servem para esconderijo de delinquentes e usuários de droga, mas passamos a nos preocupar com a dengue”, afirma. “Todas as carcaças tinham água parada e larvas do mosquito. Há relatos de sucatas abandonadas há 15 anos”, completa.
Nesta sexta-feira mesmo, em uma das sucatas apreendidas no SIA, havia larvas do Aedes aegypti já na fase de pupo, a última etapa antes dele virar um mosquito adulto.
“Amanhã ele já seria um mosquito voador pronto para infectar alguém”, conta o diretor da Dival, Edgar Rodrigues que ressalta que o SIA é uma área de média incidência de dengue.
As carcaças dos carros abandonados, provisoriamente foram levadas para o depósito do 3º Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF), – próximo à Samambaia – onde os agentes de Vigilância Ambiental aplicam remédios na água parada e fazem o controle vetorial. Se os donos das sucatas se sentirem lesados e quiserem reaver os veículos, devem procurar a administração e comprovar, com documentos, a propriedade dos carros velhos.

Segundo Marcelo Batista, são raros os casos em que tentam retirar as carcaças do depósito. Isso porque os proprietários teriam que pagar uma série de multas, por sujar área pública por exemplo, o que pode  ficar mais caro que o carro. “Mas a Secretaria de Segurança Pública elaborou a minuta de um decreto que dá 30 dias para os proprietários reaverem as carcaças. Se não fizerem nesse prazo, o governo vai ter autorização para prensá-las e vendê-las em leilões para ferro-velhos”, diz.

A administradora do SIA, Luana Machado, explica que a área da região administrativa também engloba o Setor de Transportes e Cargas (STRN), o Setor de Oficinas Norte (SOF Norte) e o Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN). Hoje o recolhimento de carcaças foi feito nos trechos do SIA e no STRN. Em maio haverá outra operação para retirar os carros velhos abandonados no SAAN e no SOF Norte. “No SOF Norte há muitos pneus mau-acondicionados que acumulam água da chuva”, diz.

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