7/5/20 8:34
Atualizado em 7/5/20 às 11:49

Secec terá R$ 2 milhões para premiar artistas brasilienses

Investimento do GDF, além de valorizar profissionais que contribuem com o desenvolvimento artístico da capital, socorre o setor durante a pandemia da Covid-19. Edital saiu no DODF desta quinta-feira (7)

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) lançou, nesta quinta-feira (07), o FAC Prêmios – Cultura Brasília 60, que vai investir R$ 2 milhões em prêmios a agentes culturais que tenham prestado relevante contribuição ao desenvolvimento artístico ou cultural no Distrito Federal e Entorno. 

Este edital já é o segundo dentro programa Conecta Cultura, pacote de ações para atenuar os danos causados pela crise da Covid-19 no setor. Com o lançamento do FAC Apresentações On-Line em abril, no valor de R$ 2 milhões, o Distrito Federal lidera a injeção de recursos para o segmento em todo o país: R$ 4 milhões.

Foto: Secec/Divulgação

O secretário de Cultura e Economia Criativa Bartolomeu Rodrigues chama a atenção para o caráter democrático e inclusivo do edital, que permite a inscrição de projetos de artistas de rua ou sem cadastro ativo junto à Secec. 

Para facilitar, o processo será mais simples, com o preenchimento de formulário e envio de portfólio.  “Queremos que a premiação tenha o verdadeiro significado do reconhecimento por essas pessoas, das mais ilustres às anônimas, que sempre trabalharam em prol do desenvolvimento cultural da nossa capital. Estes agentes dedicaram suas vidas para a realização de obras que marcam a identidade do DF e é justo o reconhecimento e gratificação pela grandeza dos seus trabalhos”, diz.

Dividido por categorias, o chamamento público vai premiar 500 agentes culturais que tenham desenvolvido ações artísticas em benefício da sociedade. A iniciativa reconhece, principalmente, as ações destinadas a comunidades em situação de vulnerabilidade social ou com reduzido acesso aos meios de produção e fruição cultural. 

Cada premiado receberá R$ 4 mil. Podem concorrer artistas de modalidades como artesanato, artes plásticas, fotografia, audiovisual, cultura digital, circo, cultura popular, design e moda, dança, gestão e capacitação cultural, literatura, música, ópera, patrimônio histórico, produção cultural, teatro e grafite.

Foto: Secec/Divulgação

 

Na prática, o edital reconhece os entes culturais que promovem o desenvolvimento cultural e levam arte para a população do Distrito Federal, como explica Bartolomeu Rodrigues. “Nos 60 anos de Brasília, vamos enaltecer esses artistas e agentes que batalham pela difusão cultural, e que mantêm acesa essa chama que faz da capital um caldeirão cultural”, diz.

Coordenado pelas subsecretarias de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic) e de Economia Criativa (Suec), o chamamento atende aos requisitos da Política Cultural de Ações Afirmativas e atuará como um reforço eficiente para a coleta de dados para mapear e entender as principais demandas dos agentes culturais locais.

A ação da Secec, além de enaltecer as iniciativas que levam cultura para todo o DF, também é e uma resposta de auxílio à cadeia produtiva tão prejudicada pelo isolamento social. 

Nesse sentido, a equipe da Secec atuará com celeridade na seleção dos artistas concorrentes, a fim de que os prêmios sejam pagos ainda no primeiro semestre de 2020. “Ao premiar fazedores de cultura que estão impedidos de realizar apresentações neste período, auxiliamos o setor”, comenta Bartolomeu Rodrigues.

Além disso, um dos principais critérios para a admissibilidade dos projetos será para candidatos que comprovem trabalhos que geram oportunidades de emprego e renda, contemplando ainda o desenvolvimento de ações voltadas para o fortalecimento da economia criativa e economia solidária.

Os interessados podem se inscrever até o dia (25) de maio.

Mais ações
As ações do Conecta Cultura, programa lançado pela Secec para mitigar os impactos causados pela pandemia da Covid-19 no setor cultural, se somam a outras iniciativas realizadas no período para beneficiar o segmento.

Na visão do secretário Bartolomeu Rodrigues, são iniciativas que têm feito o diferencial nesta crise do setor cultural. Ele elenca, por exemplo, o diálogo com o setor produtivo e a reestruturação nos mecanismos de fomento – possibilitando a execução virtual de atividades como Serenata de Abril, do projeto Brasília 60+60, e o Brasilia International Film Festival (BIFF) que se tornou o primeiro festival de cinema totalmente virtual. 

“Além de ampliar o o valor da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), também lançamos na semana passada o maior edital do FAC Regionalizado da história, o que significa que todas as ações da Secec somente neste período já injetam R$ 17 milhões na economia criativa do DF”, completa.

Mais informações aqui.

* Com informações da Secec