8/5/20 12:14
Atualizado em 8/5/20 às 12:14

DF registra deflação de -0,58% em abril 

O resultado – o segundo menor índice do país – foi influenciado principalmente pela queda no preço dos combustíveis

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Distrito Federal apresentou deflação de -0,58% em abril, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O índice é o segundo menor do país, atrás de Curitiba (-1,16%). 

No acumulado no ano, o IPCA apresenta o terceiro menor índice entre as regiões pesquisadas, atrás de Curitiba (-0,90%) e Goiânia (-1,00%).

O índice, divulgado mensalmente, indica a variação dos preços de produtos e serviços e é o indicador oficial da inflação no país. 

O resultado do Distrito Federal reflete a baixa no preço da gasolina. A alta nos preços das passagens aéreas impediu que a deflação fosse maior. 

O pesquisador Renato Coitinho, da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, analisa o papel da gasolina na composição do IPCA e do INPC do DF.

“Essa queda nos preços da gasolina, apesar de bastante intensa, já era parcialmente esperada após os resultados do IPCA-15, devido à queda no seu consumo e o reajuste no final de março dos preços nas refinarias da Petrobras, que demoram um pouco até serem repassados para os postos de combustível”, diz Coitinho. 

Ele ressalta que, como a gasolina tem um peso elevado na cesta de consumo local, a contribuição para o resultado do mês é muito relevante.

O INPC, que mede a inflação das famílias de renda mais baixa, também registrou deflação de -0,68% e é o segundo menor percentual do país, empatado com Rio Branco (-0,68%) e atrás de Curitiba (-1,21%).

No acumulado no ano, o INPC apresenta o terceiro menor índice entre as regiões pesquisadas.

A diferença entre os indicadores se deve ao fato de que a passagem aérea, com alta nos preços, possui um peso menor na cesta do INPC, enquanto a gasolina, com contribuição negativa, possui um peso maior. 

O INPC mensura a inflação para uma faixa salarial mais baixa da população brasileira (até 5 salários mínimos) que a do IPCA (até 40 salários mínimos). Assim, o INPC fechou o mês abaixo da variação constatada pelo IPCA.

* Com informações da Codeplan