9/5/20 15:23
Atualizado em 9/5/20 às 15:23

Expectativas e anseios de uma futura mãe

Em meio a uma pandemia e perto do Dia das Mães, a espera por um filho traz alegria e gera expectativas, mesmo se não for o primeiro bebê

Em alguns casos, sonhado e planejado bem antes da concepção. Outras vezes, a notícia chega no susto.  A espera pela chegada de um bebê gera um misto de amor, felicidade, ansiedade, expectativas, medos e inquietações.

Preocupações com a hora do parto, com o ganho de peso na gestação, com a saúde do bebê, a amamentação, a primeira roupinha a ser utilizada na maternidade, tudo isso passa pela cabeça de uma futura mamãe. No momento da gestação, o acolhimento da família e dos profissionais de saúde que a atendem é essencial para deixá-la mais tranquila e segura.

Referência no atendimento de gestação de alto risco e medicina fetal, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) possui uma equipe multiprofissional para atender da melhor forma possível as gestantes da Região de Saúde Centro-Sul (Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural, Sia, Scia, Riacho Fundo I e II e Park Way) e casos mais delicados encaminhados de outras Regiões de Saúde.

“Tentamos oferecer o que há de melhor, com todas as práticas de humanização do parto, contato pele a pele na primeira hora de vida, a presença de um acompanhante durante o parto. Temos um trabalho diferenciado, oferecemos até psicólogos para os momentos mais complicados do parto”, explica a chefe da Ginecologia e Obstetrícia do Hmib, Andreia Araújo.

De acordo com a médica, existe uma grande preocupação por parte da equipe de tornar o momento do parto o melhor possível, sem gerar nenhum trauma às pacientes.

“Temos salas PPP (utilizadas no pré- parto, durante o trabalho de parto e pós-parto), assistência do pediatra dentro da sala de parto e mesmo os casos de cesarianas, que a taxa ainda varia de 40% a 50%, devido ao fator dos casos de alto risco, a mãe fica o tempo todo com o bebê, exceto em casos que necessitam de UTI”, afirma.

Presentão

Apesar da gravidez ser de risco, Neilde Barros, de 28 anos, não vê a hora de segurar a filha no colo. O nascimento da Alice está previsto para ocorrer até domingo, Dia das Mães.

“Essa foi a minha última consulta antes do parto, que tem tudo para ser normal. Estou ansiosa e apreensiva ao mesmo tempo. Ser mãe foi algo que sempre sonhei, e agora que está chegando a hora a gente começa a ficar agoniada, bem ansiosa mesmo”, relata.

Por causa da pandemia do coronavírus, Neilde não conseguiu fazer o chá de bebê da filha e terá que adiar as visitas à recém-nascida. Apesar disso, a felicidade é grande, já que a filha deve nascer no Dia das Mães. “Vai ser o meu presente e que presentão”.

EXPECTATIVA – Para a paciente Camila Freitas, de 24 anos, a chegada da pequena Eloá ao mundo aconteceu de forma tranquila e rápida. Ela deu entrada no Hmib às 00h do dia 7 de maio e às 2h15 deu à luz sua filha por parto normal.

“Eu estava meio apreensiva, já que o parto do meu primeiro filho foi bastante demorado e eu sofri bastante. Graças a Deus, dessa vez foi super rápido. Minha filha está mamando desde a hora em que nasceu e eu estava muito ansiosa pela chegada dela, ainda mais por ser uma menina, agora tenho um casal”, conta feliz com a filha nos braços.

De acordo com a mamãe, dessa vez foi uma sensação diferente, já que a filha era bastante aguardada por toda a família e por isso estar ocorrendo no meio de uma pandemia. “As visitas dos familiares vão ter que esperar e os cuidados serão redobrados daqui pra frente”, afirma.

PANDEMIA – Devido à pandemia do coronavírus, o Hmib está recebendo parte das pacientes que teriam seus partos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Por conta disso, o hospital que realizava cerca de 300 partos mensais, agora teve um aumento de 30%.

“Estamos tomando todos os cuidados na hora dos atendimentos, mantendo o distanciamento necessário, a higienização dos ambientes e aparelhos, damos toda a orientação para as gestantes com relação a não ter acompanhantes com sintomas gripais”, explica a chefe da Ginecologia e Obstetrícia do Hmib.

Apesar das adaptações, Andreia garante que os atendimentos não caíram e que o hospital continua sendo referência nos casos de alto risco e de bebês prematuros. Somente gestantes de risco realizam pré-natal no Hmib, o restante das pacientes faz as consultas na UBS de referência.

*Com informações da Secretaria de Saúde