12/5/20 8:48
Atualizado em 12/5/20 às 8:48

Socorristas do Samu realizam ação humanitária durante atendimento

Servidores cuidaram de paciente portador da doença de Parkinson e limparam a residência dele, que estava alagada

Dos muitos trabalhos empreendidos pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), há casos em que o paciente requer mais que um atendimento de emergência. Foi assim, em uma ocorrência no Núcleo Bandeirante, que agentes do núcleo da Região de Saúde Centro-Sul precisaram atuar de maneira assertiva.

A equipe foi acionada pela Polícia Militar para atender uma pessoa supostamente em convulsão. No local, os profissionais encontraram um homem portador de mal de Parkinson que tinha ido ao comércio próximo de sua residência para sacar o salário da aposentadoria. Devido ao estágio avançado da doença, ele estava cansado, tremia muito e não conseguia mais se locomover nem falar.

O enfermeiro José Júnior, da unidade de atenção, checou os sinais vitais e reconheceu o paciente, com quem já havia se comunicado durante outra chamada, e o acalmou. Ao constatar que o caso não era para regulação, a equipe solicitou autorização para deixá-lo em casa, onde ele vive sozinho.

Acompanhamento qualificado

Na residência do homem, a duas quadras do local da ocorrência, a equipe de saúde percebeu que, por conta de um vazamento de água, estava tudo alagado. Os socorristas do Samu não pensaram duas vezes: fizeram a limpeza do local.

“Nos deparamos com uma situação séria, em que o paciente poderia sofrer um grave acidente”, conta José Júnior. “Não podíamos simplesmente deixá-lo, mesmo que sob orientação. É impossível sair deixando tudo alagado. Num lugar pequeno como aquele, ele poderia até morrer numa queda ao bater a cabeça num móvel ou mesmo no chão.”

Tanto para José Júnior quanto para todo profissional da saúde, trabalhar nessa área exige a capacidade para abordar até questões psicológicas, numa ação que pode se estender além da necessidade imediata formalizada. “Esse atendimento foi diferente”, resume o enfermeiro. “Nele conseguimos atuar na prevenção. Graças a Deus, o paciente estava bem, mesmo com o estágio avançado da doença de Parkinson”.

* Com informações da Secretaria de Saúde (SES)