13/5/20 14:12
Atualizado em 13/5/20 às 14:31

Avançam obras de restauração em escolas da rede pública do DF

CEF Arapoanga e CED Vale do Amanhecer já estão com a maioria das instalações revitalizadas. Trabalhos seguem em ritmo intenso, para que estudantes encontrem tudo pronto quando as aulas retornarem

As instalações do Centro de Ensino Fundamental Arapoanga, em Planaltina, após a reforma: tudo novo | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Ao apresentar as obras feitas no Centro de Ensino Fundamental (CEF) Arapoanga, em Planaltina, o diretor da unidade, Jordenes Ferreira, fez questão de começar pelos novos banheiros dos meninos e das meninas. Não é para menos. Fazia 21 anos que esses cômodos aguardavam obras de reestruturação.

Quando questionado por representantes da Secretaria de Educação (SEE) sobre os locais em que pretendia utilizar a verba destinada à escola do Setor Arapoanga, ele não teve dúvida. “Não pensei duas vezes”, conta. “Em tempos de coronavírus, um banheiro novo e limpo daria mais higiene para os alunos quando voltarem dessa quarentena”. E assim foi feito.

Banheiros da CEF Arapoanga, que há mais de 20 anos precisavam de restauração, estão totalmente restaurados

Jordenes tem razão em começar a visita por lá. O encantamento ocorre já à primeira vista. Os dois espaços estão totalmente iluminados e limpos. Tudo novinho em folha. O piso, revestido por um porcelanato brilhante, fica ainda mais vistoso com a iluminação em lâmpadas de LED instaladas juntamente com os vasos sanitários e as torneiras. “Queremos receber nossos alunos de volta e em grande estilo”, diz o entusiasmado diretor.

Tudo renovado

A escola se encontra em excelente estado de conservação. As paredes das salas de aula, do corredor e da fachada parecem ter sido pintadas recentemente, de tão vivas que as cores estão. A pequena alameda com jarros de plantas dá um charme extra, quebrando a aparência rude comum em outras unidades.

Também chamam atenção os espelhos fixados no corredor de acesso às salas e à direção. Segundo Jordenes, a nova disposição contribui para reduzir o bullying. “O aluno passa aqui e se olha todos os dias”, explica. “Torna-se um referencial dele diariamente. Como eles estão sempre se vendo, prestam atenção em si e nos seus próprios defeitos, porque ninguém é perfeito”.

Essa metodologia é aplicada com frequência. Para ajudar a fortalecer a consciência de conservar tudo limpo e livre de depredação, Jordenes, que já foi professor, coordenador e supervisor, diz ter contado aos alunos a história do pai de um menino no Lago Sul que queria faltar à aula: “Ele vira para o filho e diz, apontando para um garoto que está na rua vigiando carros: ‘aquele menino está ali porque não estudou’. Eis que seu filho veste a roupa e vai para a escola. Então, eu viro para os alunos e digo a eles que sejam, ao menos, o dentista daquele senhor rico”.

Vale do Amanhecer

Além do Centro de Ensino Fundamental Aropoanga, outras 64 unidades escolares também passaram por algum tipo de reparação. Para o Centro de Educacional (CED) Vale do Amanhecer, a reforma foi providencial. O medo de incêndio e desabamento, que tirava o sono do vice-diretor, José Neto Almeida, agora vai ficar só mesmo na lembrança. A rede elétrica da escola começou a ser trocada. São seis mil metros de fio que fazem funcionar as lâmpadas, ar-condicionado, tomadas e o quadro de energia.

No CED Vale do Amanhecer, quadra poliesportiva receberá investimentos R$ 305 mil para as obras de cobertura

Enquanto prosseguem as obras da fiação, a escada de acesso à parte superior, onde ficam 16 salas de aula, já foi entregue. São dois lances de degraus que agora receberam material novo, eliminando o risco de desabamento. “O antigo piso tinha uma camada de borracha que escondia a ferrugem”, conta o vice-diretor. “Então, quando descobrimos que a escada estava comprometida, resolvemos mandar trocar logo, para evitar problemas”.

As aulas ainda não têm dia e horário para começar. Enquanto isso, os funcionários de uma empresa terceirizada correm para entregar um outro serviço importante para aquela comunidade estudantil de 826 alunos: a cobertura da quadra poliesportiva. Para essa obra, serão investidos R$ 305 mil. “Vamos entregar a quadra prontinha para os alunos assim que eles pisarem aqui novamente”, garante José Neto Almeida.

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