28/5/20 17:37
Atualizado em 28/5/20 às 17:37

Hospital do Gama ganha protetores de orelha para máscara

As 4,5 mil unidades doadas por empresa brasiliense serão distribuídas aos servidores. Eles dispensam o uso do elástico, que causa desconforto

O Hospital Regional do Gama recebeu 4,5 mil unidades de protetores de orelha para máscara que serão distribuídas para os servidores. O acessório foi doado pela Empresa Rossi e proporciona conforto para quem precisa utilizar o equipamento facial por um longo período. O protetor dispensa o uso do elástico, que pressiona a orelha dos profissionais e causa desconforto, principalmente para aqueles que usam o Equipamento de Proteção Individual (EPI) por longos períodos.

A empresa procurou o Núcleo de Apoio e Remoção de Pacientes (NARP) após conhecer os uniformes que a equipe do NARP produziu e ofereceu ajuda para confeccionar outros itens. A princípio, a empresa ofereceu-se a produzir um protetor facial com a viseira, mas demandaria mais tempo para o desenvolvimento e produção. Então, veio a sugestão do protetor de orelha, que foi recebida com satisfação pela Superintendência da Região de Saúde Sul e pela diretoria do hospital.

A chefe do núcleo, Cristiane Nepomuceno, afirma que, até então, não conhecia o item, mas aprovou a utilização. Ela conta que já visualiza a adoção do item pelos colegas de trabalho, uma vez que já havia observado colegas improvisando com clipes e ligas.

 “Confesso que o elástico machuca a nossa orelha e chega a impulsioná-la para frente, dependendo da marca. O acessório traz conforto e se adequa ao formato da cabeça. Além disso, pode ser reutilizado, pois é de plástico e permite a lavagem e higienização”, destacou.  

A criação do material é recente e veio do Canadá. Em abril, o escoteiro Quinn Callander, de apenas 12 anos, por meio de sua impressora 3D, teve a ideia de criar o protetor ao ver o pedido dos profissionais do hospital por algo que os ajudassem a proteger as orelhas. Diante da repercussão, ele decidiu disponibilizar o arquivo para que outras pessoas pudessem imprimir os protetores.

Além dessa criação, brasileiros reproduzem a invenção de garoto canadense e existem pessoas produzindo, também, o material com pano, elástico e botões. Mas, não é o adequado para o ambiente hospitalar, apenas para uso caseiro.

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* Com informações da Secretaria de Saúde/DF