26/6/20 17:08
Atualizado em 26/6/20 às 17:08

Prestador de serviços? Saiba como evitar a contaminação

Vigilância Sanitária verifica como está o dia a dia de trabalhadores de lavanderias e tinturarias. E orienta as empresas sobre como agir

Com a liberação das atividades de forma gradual no Distrito Federal, vários serviços estão sendo reabertos. A Vigilância Sanitária, porém, tem divulgado diversas notas técnicas de orientação aos estabelecimentos. Elas seguem regras específicas e tentam adequar exigências sanitárias às necessidades desses estabelecimentos. 

Por exemplo: no caso das lavanderias, tinturarias e toalheiros, as medidas de prevenção e controle devem ser implementadas na recepção das peças têxteis no momento da lavagem, e na entrega ao consumidor. Ao todo, foram 123 fiscalizações já realizadas nesse tipo de comércio.

A nota técnica destaca ser essencial os cuidados com os profissionais, estrutura, climatização e equipamentos – e com a limpeza e desinfecção, obviamente. São orientações mínimas a serem seguidas. Caso necessário, outras medidas mais rigorosas não definidas no documento podem ser determinadas para avaliação de casos específicos.

No estabelecimento, o uso de máscara é obrigatório para todos, inclusive para os clientes – que deverão manter a distância mínima de dois metros. O uso do autosserviço de lavagem e secagem de roupas está proibido. 

Os profissionais deverão utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) tanto na atividade de recebimento das roupas dos clientes quanto para o processo de lavagem (antes e durante), conforme o risco a que se expõem.

Segundo Márcia Olivé, chefe de fiscalização da Vigilância Sanitária, neste tipo de serviço os trabalhadores são os que mais correm risco, pois não há um controle sobre a origem das roupas. 

Nas fiscalizações, a profissional destaca que a falta comum encontrada é exatamente no EPI. Empresas não fornecem os equipamentos adequados, armazenamento e quantidade correta e trabalhadores que dispõem dos itens não os utilizam da maneira certa.

“O que mais temos encontrado no meio comercial são falhas com EPIs. São materiais que trazem segurança para todas as etapas. Afinal, nesses lugares, as roupas que chegam não têm etiqueta e nem a indicação de sua procedência”, lembra Olivé.

Além da fiscalização em lavanderias comerciais, a Visa-DF já visitou as lavanderias de hotéis, motéis e hospitais da cidade. Todas tiveram uma boa avaliação pelo órgão, necessitando apenas ajustes pontuais. Olivé ressalta que os estabelecimentos possuem lavanderias próprias e estão acostumados a seguir o padrão normativos da Anvisa.

* Com informações da Secretaria de Saúde-DF