7/4/21 19:49
Atualizado em 7/4/21 às 19:49

Aberta seleção de vagas para estagiários de direito

Fruto de parceria entre a Sejus e a Defensoria Pública, processo analisará autodeclarações de candidatos que optarem por reservas para negros e negras

Entre as vagas oferecidas, 20% se destinam a pessoas negras: direitos assegurados pelo GDF | Foto: Divulgação/Sejus

Publicado nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial do DF, o Edital nº 01/2021 torna pública a realização de processo seletivo por prova on-line destinado ao preenchimento de 20 vagas para estagiários de pós-graduação e de 375 vagas para estagiários de graduação – ambos para o curso de direito. As vagas também se destinam à formação de cadastro reserva em ambos os níveis de formação.
A contratação dos estagiários será feita pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee).

“Esta parceria, acima de tudo, é a aplicação na prática das políticas afirmativas tão necessárias à população” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

O edital traz ainda a realização de Procedimento de Heteroidentificação Étnico-racial  baseado no Decreto nº 40.910, de 23 de junho de 2020, que dispõe sobre a reserva aos negros e negras de 20% das vagas oferecidas nas seleções para estágio no âmbito da administração pública distrital. Uma parceria entre a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), por meio da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial, foi firmada para compor as comissões Ordinária e Recursal de Heteroidentificação Étnico-racial.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destaca a importância desse trabalho: “Esta parceria entre as constituições para a realização do procedimento de heteroidentificação é importante para assegurar os direitos das pessoas negras e para evitar fraudes, mas, acima de tudo, é a aplicação na prática das políticas afirmativas tão necessárias à população”.

Autodeclarações

O subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Diêgo Moreno, reforça: “Por se tratar de uma política afirmativa voltada à garantia do acesso de um público determinado, e diante dos diversos casos de fraudes em autodeclarações étnico-raciais ocorridas em processos seletivos em todo o país, há alguns anos a aplicação de políticas de ação afirmativa conta com procedimentos de aferição da autodeclaração, nos quais os candidatos e candidatas submetem-se presencialmente a uma comissão instituída para este fim”.

Para concorrer às vagas reservadas a negros e negras, os candidatos devem identificar, no momento da inscrição, a sua pretensão e se autodeclarar pretos e pretas ou pardos e pardas, conforme a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Comissão Ordinária de Heteroidentificação Étnico-racial utiliza exclusivamente os critérios fenotípicos das candidatas e candidatos ao momento da realização do procedimento.

*Com informações da Sejus