29/7/21 18:17
Atualizado em 2/8/21 às 18:10

Lançada nesta quinta (29) campanha do aleitamento materno

Evento abre programação do ‘Agosto Dourado’. Secretaria de Saúde vai realizar várias ações sobre o tema durante todo o mês

A campanha Agosto Dourado começa no próximo domingo (1º/8) e simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno, alimento indispensável para os bebês. Antecedendo a abertura do mês temático, foi lançada nesta quinta-feira (29), no Ministério da Saúde, a Campanha Nacional do Aleitamento Materno.

Presente ao lançamento da campanha, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, ressaltou a importância da doação de leite humano: “Doem leite materno, porque ele salva vidas” | Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O slogan deste ano é “Todos pela amamentação – É proteção para a vida inteira”. O objetivo é mostrar os benefícios do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. A campanha reforça que esses benefícios alcançam o bebê, a mãe e toda a sociedade. Empresas, família e comunidade, todos estão engajados por uma amamentação saudável.

“Incentive a amamentação, apoie. A amamentação é uma responsabilidade de todos”Miriam Santos, coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno e dos bancos de leite humano do DF

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, esteve presente à abertura e ressaltou a importância da doação de leite humano, mesmo na pandemia. “Temos internados hoje, no Distrito Federal, cerca de 250 bebês que necessitam da doação de leite materno para sobreviver”, informou.

Ele lembrou que a doadora pode ligar para número 160, opção 4 ou acessar o site Amamenta Brasília e se cadastrar, que o Corpo de Bombeiros do DF fará a coleta na residência da pessoa. “Sempre peço para as pessoas doarem sangue. Agora eu peço: doem leite materno, porque ele salva vidas”, reforçou o gestor.

Participaram da cerimônia a representante da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Socorro Gross; o secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, e o secretário da Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara Medeiros.

Cartaz do evento A Hora do Mamaço 

Além dos benefícios exclusivos do aleitamento materno, durante o lançamento da campanha foram discutidos temas como a proteção legal para amamentação, como proteger as mulheres do marketing abusivo que interfere na amamentação, doação de leite durante a pandemia e os benefícios da amamentação nesse período. Segundo estudos, a amamentação ajuda a aumentar a imunidade dos bebês.

Eventos no DF

A coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno e dos Bancos de Leite Humano do DF, Miriam Santos, comentou sobre ações que serão realizadas durante todo o mês de agosto na capital federal. “A Hora do Mamaço será um evento virtual no dia 1º de agosto no canal do YouTube Amamenta Brasília”, anunciou.

Também adiantou outro evento, que igualmente será executado no formato virtual: a palestra sobre amamentação com o tema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”, programada para as 10h de 2 de agosto, no mesmo canal do YouTube.

Cartaz da palestra on-line Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos

Miriam ressaltou que a amamentação deve ser um compromisso não só da família, mas de toda comunidade. “É de extrema importância que essa informação chegue para todos, pois as mulheres que amamentam precisam ser protegidas”, disse.

Ela reforçou que são inúmeros os benefícios que a amamentação traz para a saúde da criança, como o crescimento saudável e um futuro adulto com menos doenças crônicas: “Incentive a amamentação, apoie. A amamentação é uma responsabilidade de todos”.

O lançamento da Campanha Nacional do Aleitamento Materno também contou com histórias de vida, como da colaboradora do Ministério da Saúde Lorena de Mello, mãe de João Pedro, de 7 meses. “Voltei da licença maternidade há um mês e, tive a chance de amamentar meu bebê por seis meses em livre demanda”, contou. “Tive algumas dificuldades no início, como as fissuras no seio, mas com apoio do meu esposo e de toda família, esse problema foi superado. O retorno ao trabalho foi tranquilo, pois a chefia me deixou à vontade para retirar o leite quando havia necessidade, e um ambiente tranquilo em casa e no trabalho favorece uma amamentação mais saudável para ambos”,

Somente este ano, no DF foram recebidos 9.272,1 litros de leite humano. Na rede pública de saúde existem dez bancos de leite humano e três postos de coleta.

*Com informações da Secretaria de Saúde