29/7/21 18:26
Atualizado em 29/7/21 às 18:55

Mutirão vacina moradores da área rural Café sem Troco

Secretaria de Saúde liberou 700 doses de imunizantes ao longo do dia para essa região do Paranoá

A Secretaria de Saúde realizou, nesta quinta-feira (29), um mutirão de vacinação contra a covid-19 na área rural do Paranoá conhecida como Café Sem Troco. A ação ocorreu ao longo de todo o dia, das 9h às 17h. Foram disponibilizadas 700 doses, sendo 500 da AstraZeneca e 200 da CoronaVac (para aplicação em gestantes e pessoas com comorbidades). O mutirão foi feito na Escola Classe Café sem Troco.

Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF
O objetivo principal da vacinação na área rural é facilitar o acesso dessa população aos imunizantes. Os moradores foram informados do mutirão por carros de som e redes sociais, entre outros meios | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

“Muita gente da zona rural ainda não tinha se vacinado, mesmo com a vacina disponível para sua idade. Essa é uma área de grande vulnerabilidade social, são muitas pessoas desempregadas, que participam de programas sociais e não têm condições financeiras de ir até a área urbana se vacinar”, explica Isabella Peixoto, gerente de serviços da Atenção Primária 2, responsável pelas UBSs 2, 4, 5, 6, 7 e 8 do Paranoá.

De acordo com ela, o objetivo principal da vacinação contra a covid-19 na área rural é facilitar o acesso dessa população vulnerável e, dependendo da demanda, a intenção é fazer novas ações assim que chegarem mais doses no Distrito Federal. “São pessoas que moram longe de tudo. Daqui do Café sem Troco até o Paranoá ou São Sebastião são cerca de 80km. Então, trazer a vacina até esses moradores é de extrema importância para proteger essa população contra o coronavírus”, afirma.

Rocxnayde Rodrigues, 36 anos, chegou às 4h20 na escola para aguardar o início da vacinação: “Preferi vir logo. Perdi conhecidos para a covid-19 e estava ansiosa para me vacinar. Agora, fico um pouco mais tranquila”

A população foi informada do mutirão por meio de carros de som, alertas em grupos comunitários, pelos servidores e redes sociais, com apoio da associação comunitária dos moradores. A fila começou a se formar por volta das quatro da manhã.

Foi o caso de Rocxnayde Rodrigues, 36 anos, moradora do Cariru, localidade nos arredores do Café sem Troco. Ela chegou às 4h20 na escola para aguardar o início da vacinação. “Fiquei com medo de não conseguir uma das doses e preferi vir logo, esperar aqui mesmo. Perdi conhecidos para a covid-19 e, por isso, estava tão ansiosa para me vacinar. Agora, fico um pouco mais tranquila”, relata.

Para Eilane Neves, 38 anos, moradora da localidade Quebrada dos Neres, o frio não a impediu de chegar cedo ao local para se vacinar. “Cheguei às 4h40, mas esse já um horário habitual da gente acordar aqui. Estou muito feliz com a vacina, pois somente com ela existe a possibilidade de vivermos um novo normal”, avalia.

O autônomo Edis Soares, 36 anos, disse que estava muito empolgado com a vacina, pois trabalha diretamente com o público e fica com medo de contrair o vírus e acabar contaminando os filhos e familiares. “A vacina traz alívio, mas não podemos deixar de continuar com os cuidados diários, pois conheço pessoas que morreram após terem tomado as duas doses. A vacina está aqui, mas a população precisa continuar usando máscara e se prevenindo”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde