09/08/2021 às 11:59, atualizado em 09/08/2021 às 14:27

Jogos Olímpicos contaram com oito atletas do DF

O destaque maior foi para Kawan Pereira, um dos beneficiados pelos programas ‘Bolsa Atleta’ e ‘Compete Brasília’

Por Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

[Olho texto=”“Iniciativas como o Bolsa Atleta e o Compete Brasília, que são fundamentais nos treinamentos e competições” ” assinatura=”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer” esquerda_direita_centro=”direita”]

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 terminaram neste domingo (8) após campanha histórica do time brasileiro ao conquistar o 12° lugar no quadro geral de medalhas – sete de ouro seis de prata e oito de bronze. Dos 301 atletas do Brasil que participaram do torneio, oito levaram o nome do Distrito Federal para o outro lado do mundo – dois dos quais são beneficiados por programas da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL).

A titular da SEL, Giselle Ferreira, lembra a importância da iniciativa do GDF em apoiar os atletas: “Nossa missão é aumentar esse número cada vez, mais por meio dos nossos variados incentivos, tanto para pessoas que ainda não têm acesso à prática esportiva, como forma de inclusão social, quanto para os esportistas de alto rendimento, com iniciativas como o Bolsa Atleta e o Compete Brasília, que são fundamentais nos treinamentos e competições”.

Kawan Pereira  garantiu uma vaga na final na plataforma de 10 metros e ficou entre os dez melhores do mundo | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Os atletas Caio Bonfim e Kawan Pereira, os dois beneficiados pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília, atuaram respectivamente na marcha atlética e nos saltos ornamentais. O primeiro concluiu sua terceira participação em Jogos Olímpicos na 13ª posição na prova dos 20km, sob o sol escaldante do país oriental, onde é verão. Com treinos feitos no Centro de Atletismo de Atletismo de Sobradinho (Caso), Caio quase havia chegado ao pódio na edição do Rio de Janeiro, ao ficar em quarto lugar.

Já Kawan Pereira, mesmo sem ter conquistado o pódio, conseguiu marcar seu nome na memória da modalidade brasileira nos Jogos Olímpicos, em sua primeira participação. O jovem, de 19 anos, garantiu uma vaga na final da disputa na plataforma de 10 metros, ficando entre os dez melhores do mundo. Até então, a marca era inédita na história dos saltos, especificamente nessa categoria. Nascido em Parnaíba (PI) e criado em Brasília, o atleta arriscou os primeiros pulos no Centro Olímpico e Paralímpico do Gama.

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Futebol campeão

Estreante nos Jogos Olímpicos, o brasiliense Reinier Jesus, do Guará, foi o único a medalhar entre os oito esportistas locais. Logo em sua primeira participação, o meio-campista de 19 anos, que se sagrou campeão acompanhado pela seleção brasileira de futebol, teve sua atuação mais marcante no torneio, na decisão de pênaltis contra o México, na semifinal, quando fez o gol que carimbou o passaporte do grupo para a grande final.

Judô e vôlei de praia

Treze anos após conquistar a medalha de bronze na edição de Pequim 2008, a judoca brasiliense Ketleyn Quadros se despediu de Tóquio com o sétimo lugar. A brasiliense de Ceilândia, primeira mulher medalhista olímpica em esportes individuais do Brasil, ela foi destaque como porta-bandeira na cerimônia de abertura.

Outros brasilienses envolvidos com o judô que marcaram presença nessa edição dos Jogos Olímpicos foram o professor da rede pública de ensino André Mariano dos Santos, que atuou como árbitro, e o atleta Matheus Takaki, que integrou a equipe de apoio da modalidade.

Já no vôlei de praia, Bruno Schmidt, que fez dupla com Evandro, terminou nas oitavas de final. Na edição de 2016 dos Jogos, no Rio de Janeiro, quando fazia parceria com Alison, ele conquistou a medalha de ouro.

Skate e saltos

No skate, que entrou como umas das novidades do programa olímpico em Tóquio, o brasiliense Felipe Gustavo foi o primeiro skatista a “dropar” nos Jogos Olímpicos, mas parou nas eliminatórias.

A primeira fase também desclassificou nos saltos ornamentais Luana Lira, a paraibana que treina em Brasília há quatro anos. Por fim, apesar de a seleção brasileira conquistar a medalha de prata, a oposta Tandara Caixeta, que nasceu na cidade, foi suspensa provisoriamente faltando apenas duas partidas para o fim dos Jogos, por potencial violação de regras antidopagem.

 

*Com informações da Secretaria de Esporte