12/8/21 18:56
Atualizado em 12/8/21 às 19:27

Farmácia Viva adota cultivo biodinâmico de plantas medicinais

Técnica garante a qualidade das plantas já cultivadas e beneficia também mais 90 espécies diferentes

Nesta quinta-feira (12) foi implementado na Farmácia Viva do Riacho Fundo o cultivo biodinâmico de plantas medicinais em agroflorestas, o embrião do Programa Distrital de Plantas Medicinais. No último mês, o projeto já beneficiou o Centro de Referência de Práticas Integrativas e Complementares (Cerpis), em Planaltina.

Para marcar o início de mais uma etapa do cultivo biodinâmico de plantas medicinais em agroflorestas, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, fez o plantio simbólico | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

O desafio é implantar uma nova etapa de cultivo com mais de 90 espécies medicinais de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS), em aproximadamente 1.000 metros quadrados de área. Além de promover serviços ambientais, a atividade ampliará o conjunto de cultivos no Distrito Federal, promovendo cultura de paz por meio da cooperação entre servidores, gestores e usuários do SUS, ampliando o escopo de ofertas da Secretaria de Saúde.

“Este momento é um orgulho para a Secretaria de Saúde, que hoje produz fitoterápicos e distribui na rede, contribuindo para a melhoria da saúde da população”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

Na ocasião, houve o plantio simbólico de mais uma etapa do cultivo biodinâmico de plantas medicinais em agroflorestas, realizado pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, pela secretáriaadjunta de Assistência, Raquel Beviláqua, e pelo secretário adjunto de Gestão, Artur Siqueira.

“Este momento é um orgulho para a Secretaria de Saúde, que hoje produz fitoterápicos aqui na Farmácia Viva e distribui na rede, contribuindo para a melhoria da saúde da população. Esta ação visa melhorar o cultivo e, consequentemente, a produção dos fitoterápicos”, explica Okumoto.

O cultivo biodinâmico de plantas medicinais em agroflorestas é fruto do desenvolvimento tecnológico entre diversos setores da Secretaria de Saúde, acompanhado da participação de entidades da sociedade civil, fundações públicas federais, entidades tecnológicas do DF e universidades de outros estados.

Nilton Netto, chefe do Núcleo de Farmácia Viva do Riacho Fundo, destaca que o rigor da produção agrícola do núcleo é fundamental para que se alcance a qualidade do fitoterápico. “Sempre nos preocupamos muito com a forma do cultivo que possibilite não só manter a qualidade do produto em termos de princípios ativos, mas também que evite a contaminação do solo, da água e do ambiente”, destaca.

6.397medicamentos fitoterápicos foram produzidos pela Farmácia Viva do Riacho Fundo no primeiro semestre

Segundo ele, o modelo de cultivo que está sendo implementado vai impactar nas outras espécies plantadas no Núcleo de Farmácia Viva e na possibilidade de promover educação e saúde na região, porque serão inseridas várias e diferentes espécies, não só o que já existe no local.

“Esse tipo de cultivo vai fazer com que a gente consiga expandir para áreas ao redor das outras plantas. Eles estão preparando o solo, farão o plantio de mais de 90 espécies diferentes e depois utilizarão o adubo e a cobertura vegetal”, informa Netto.

Produção

O cultivo biodinâmico de plantas medicinais em agroflorestas vai ajudar na qualidade dos fitoterápicos produzidos na Farmácia Viva do Riacho Fundo. Atualmente os medicamentos são distribuídos em 25 unidades básicas de saúde do DF e o local tem a capacidade de produção anual de 30 mil medicamentos.

Hoje, são utilizadas oito plantas medicinais para a produção de fitoterápicos e 13 medicamentos fitoterápicos estão cadastrados na Relação de Medicamentos (Reme).

O cultivo biodinâmico vai ajudar na qualidade dos fitoterápicos produzidos na Farmácia Viva do Riacho Fundo 

No ano passado, devido à pandemia, a Farmácia Viva do Riacho Fundo produziu no primeiro semestre 1.855 medicamentos fitoterápicos. Já no primeiro semestre deste ano foram produzidos 6.397. O valor se dá porque em 2020 houve a falta de um produto indispensável para a produção de alguns dos fitoterápicos, o álcool de cereais.

“No ano passado, apesar da baixa produção de fitoterápicos por causa da falta do álcool de cereais, conseguimos distribuir o chá de guaco em todas as UBSs da rede e iniciamos a distribuição de mudas de plantas medicinais para cultivo em casa. Somente neste primeiro semestre já distribuímos 331 mudas”, relata Netto.

Para Fernando Erick Damasceno, coordenador da Atenção Primária à Saúde, o sistema agroflorestal é saudável e contribui para a saúde de toda a população, tendo em vista que os fitoterápicos produzidos são muito demandados pelos usuários.

“Cada área tem sua relevância para fortalecer ainda mais o SUS. É importante ter gente aqui, plantando e cultivando porque o resultado sai lá na frente, na hora de entregar os medicamentos fitoterápicos. Estamos trabalhando para consolidar e fortalecer cada vez mais a Atenção Primária à Saúde, que é a mais próxima da população”, afirma.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF