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4/10/22 às 11:05

FAC financia espetáculo bilíngue para pessoas com deficiência auditiva

Produção é um dos primeiros resultados da política cultural inclusiva do GDF

Catarina Lima, da Agência Brasília | Edição: Rosualdo Rodrigues


Brasília, 4 de agosto de 2022
– A política inclusiva da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) já surte efeitos no cenário cultural da cidade. Um dos exemplos é o espetáculo Ótimomáximo, realizado nos dias 5, 7 e 9 de agosto no Complexo Cultural de Samambaia. Trata-se de uma peça bilíngue em que todos os personagens interpretam usando, além da fala, a linguagem de sinais.

No palco, atores, acrobatas e contorcionistas apresentam ao público o universo fantástico do espetáculo circense Ótimomáximo – Um Circo Utópicotropical, com direção de Beatrice Martins e Julia Henning, do coletivo Instrumento de Ver. A peça foi montada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e o valor destinado foi de R$ 75,4 mil.

Os outros oito atores que participaram do espetáculo fizeram cursos básicos de libras especialmente para a montagem bilíngue | Foto: Divulgação

O espetáculo estreou em 2019 e ficou seis meses em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo. A montagem bilíngue foi ideia dos atores do Ótimomáximo, Lucas Lírio, que havia feito curso de Libras para ajudar um amigo, e Tassiana Rodrigues, que também conhecia a língua dos sinais. Os outros oito atores que participaram do espetáculo fizeram cursos básicos de Libras especialmente para a montagem bilíngue. O público alvo das apresentações foram os alunos das escolas públicas do Distrito Federal.

O subsecretário de Incremento e Incentivo à Cultura, João Moro, disse que a inclusão faz parte da política de cultura do Distrito Federal nesta gestão. “Fico feliz de a inclusão estar dando certo. Os editais do FAC dão maior pontuação para projetos que contam com a participação de pessoas com deficiência. Nós, da Secec, não escolhemos os projetos vencedores dos financiamentos, mas criamos os critérios”, explicou João Moro. “Nossa política pública de inclusão está funcionando”, frisou.

“Enquanto se apresentam, as atrizes e os atores fazem uso da língua de sinais. Assim, mesclamos as funções tradicionais do intérprete com as do elenco. Isto é, nos capacitamos para apresentar à comunidade uma forma potencializada da peça, de modo que nosso corpo transmita ainda mais do que normalmente o fazemos”, explica o ator Lucas Lírio, que é também o coordenador geral do projeto.

Para a atriz, acrobata circense e produtora executiva do projeto, Tassiana Rodrigues, a conexão entre os artistas foi fundamental para tornar o espetáculo bilíngue: “A afinidade de integrantes do grupo com o universo das Libras foi um dos pontos de partida para essa decisão de traduzir o espetáculo. Lucas e eu, por exemplo, já fizemos cursos para aprender a língua brasileira de sinais. Como já tínhamos essa bagagem, com a oportunidade desse projeto do FAC, decidimos colocar a ideia em prática, aliando o trabalho de corpo ao importante passo político de prover acessibilidade”.

A diretora do espetáculo, Beatriz Martins, considera que a inclusão das Libras foi muito enriquecedora para todos que participaram da montagem. “Os artistas do Ótimomáximo são muito talentosos”, destacou a diretora.

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