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25/11/22 às 17:14

Sabedoria Preta dá visibilidade à cultura de matriz africana no Itapoã

Com apoio do GDF, projeto levou à biblioteca pública da cidade, nesta sexta (25), atrações diversificadas

Lúcio Flávio, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mês da Consciência Negra, novembro é celebrado com várias atividades culturais no DF. Na Biblioteca Pública do Itapoã, o projeto Sabedoria Preta apresentou, nesta sexta-feira (25), uma programação com poesia, música, debates e dança. Criado em 2018, o encontro tem incentivo do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

O grupo Pegada Black participou das atividades, com uma performance de dança inclusiva | Foto: Divulgação

“O evento é uma grande oportunidade de aprender sobre as culturas de matriz africana”, afirma Cleudes Pessoa, uma das idealizadoras do projeto. “Queremos trazer para o debate o protagonismo das mulheres negras na construção de nosso país, de nossa tradição e de nossa identidade.”

Referências da cultura candanga, como Thabata Lorena, DJ Kashu, África Tática, Martinha do Coco e Flores de São Benedito, marcaram presença nos palcos do projeto. A poesia foi conduzida por Raay, enquanto o grupo Pegada Black apresentou um número de dança inclusiva. O tema “Lugar de fala da mulher negra: Nossos saberes e artes ecoando nossa existência” norteou os bate-papos.

“É um projeto com iniciativa de mulheres negras do Itapoã, agentes culturais que fortalecem esta questão de dar visibilidade às artes do povo negro”, ressalta Cleudes Pessoa. “A ideia é desconstruir o racismo estrutural que existe na nossa sociedade. A comunidade ter acesso a essas linguagens é muito importante.”

 

 

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