1/1/16 17:34
Atualizado em 1/1/16 às 17:34

Babalu é o novo tamanduá-mirim do Jardim Zoológico

Na unidade desde novembro, animal poderá ser visto neste mês pelos visitantes


. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Ele mede 93 centímetros, pesa 2,4 quilos e tem aproximadamente 6 meses de vida. O tamanduá-mirim fêmea Babalu, como é chamado, poderá ser visto pelos visitantes da Fundação Jardim Zoológico de Brasília a partir desta primeira quinzena de janeiro, em data a ser definida.

Resgatado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o animal está desde novembro de 2015 no zoo. Quando chegou, pesava 1,8 quilo e precisava de ajuda humana para se alimentar; agora, não mais.

No entanto, Babalu não apresenta mais características de um animal de ambiente natural. “Ele está humanizado e não teve a mãe para ensiná-lo a buscar alimento e a se defender”, explica a assistente veterinária da fundação, Betânia Borges. “Geralmente, filhote criado por ser humano não sobrevive na natureza”, completa.

Por enquanto, Babalu está no hospital veterinário do zoológico e é alimentado três vezes por dia. Quando for para visitação, ficará no recinto de um dos dois machos da espécie que já estão no zoo.

“Vamos aproximar primeiramente de algum deles; se ele reagir de maneira positiva, o tamanduá fêmea permanece; caso contrário, vamos para a segunda opção (o outro tamanduá macho)”, explica o agente de conservação e pesquisa da Diretoria de Mamíferos, Carlos Eduardo Nóbrega. Um dos machos é Jujubo, que chegou ao zoo em 2009 e tem aproximadamente 6 anos. Já Caramelo tem cerca de 4 anos e está no local desde 2012.

A ideia é que os animais procriem e ajudem na conservação da espécie. “Apesar de não ser ameaçada de extinção, é uma espécie que envolve vários trabalhos, estudos e pesquisas”, explica Nóbrega.

A espécie
O tamanduá-mirim é uma das quatro espécies de tamanduá existentes. Pode atingir 7 quilos e, em média, 1,3 metro na idade adulta. É mamífero e alimenta-se principalmente de formigas e cupim. No Jardim Zoológico de Brasília, a dieta desses animais é balanceada com proteína, que tem nutrientes semelhantes aos encontrados por eles na natureza.

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