05/06/2019 às 17:41

Equipe de atenção domiciliar comemora 100 anos de paciente

Há quatro anos, Jorge Francisco Ramos é um paciente estabilizado e as visitas são constantes para fisioterapia. Objetivo do trabalho é reduzir a demanda por atendimento hospitalar

Por Agência Brasília*

Na manhã desta quarta-feira (5), profissionais do Núcleo de Reabilitação e Atenção Domiciliar (Nrad) da Região Centro-Sul fizeram uma visita inesperada ao paciente Jorge Francisco Ramos. Após os atendimentos diários, a equipe comemorou o seu aniversário de 100 anos. Há seis anos, ele é acompanhado pelo núcleo por causa da dificuldade para comer. Debilitado, passou por internações e foi encaminhado à unidade para fazer uso de dieta via gastrostomia.

De acordo com a equipe, há quatro anos é um paciente estabilizado e as visitas são constantes para a realização de fisioterapia. Devido às dificuldades de locomoção, os profissionais também providenciaram sapato feito à mão para evitar quedas.

Cercado pela filha única Vânia Ramos e a neta Elaine Ramos, ambas só têm elogios à equipe. “Não temos palavras para agradecer a vinda dessas pessoas aqui. Não é só atendimento que temos, nos sentimos abraçadas. Meu pai sempre foi muito ativo, nunca parou e acredito que isso tenha ajudado bastante a chegar até aqui juntamente com o cuidado prestado há seis anos”, afirmou Vânia.

Em domicílio
O trabalho do Nrad é uma modalidade assistencial realizada por uma equipe multiprofissional de saúde e substitutiva ou complementar às terapias já existentes. Caracteriza-se por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, prestadas em domicílio.

O principal objetivo é alcançar a redução da demanda por atendimento hospitalar e redução do período de permanência de usuários internados, à humanização da atenção, à desinstitucionalização e à ampliação da autonomia dos usuários.

É neste contexto que o engajamento e envolvimento da equipe fazem a diferença. Segundo a assistente social no setor, Lillian Mello, a diminuição de idas ao hospital cai consideravelmente com esse acompanhamento e humanização.

Hoje, a unidade acompanha 100 pacientes em situação domiciliar e sempre vem desenvolvendo atividades para envolver tanto o paciente quanto o cuidador. Uma das ações é o dia “Cuidando de quem cuida”, em que são preparadas atividades e palestras voltada para o cuidador. Um momento de descontração, mas de cuidado. A festa junina também já faz parte do calendário anual.

“No caso do seu Jorge, há quatro anos ele não foi mais internado, teve apenas passagem no hospital por uma queda. Até ele mesmo percebe a melhora e, às vezes, fica com medo de ir para a unidade hospitalar, mas entende que estamos aqui para cuidar dele em casa. As atividades ajudam nesse equilíbrio e acabamos sendo um alento para a família porque vamos participando do dia a dia e ajudando nas demandas pontualmente”, afirmou.

Encaminhamento
Para encaminhamento ao programa, o familiar ou responsável pelo paciente deve entrar em contato com o Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) da Região de Saúde onde mora.

A solicitação de internação domiciliar será realizada por meio de relatório médico detalhado, proveniente tanto dos serviços da rede pública de saúde como das Unidades Básicas de Saúde, hospitais e UPA, quanto dos próprios familiares ou responsáveis pelo paciente. Dentre os critérios de admissão estão: residência e domicílio comprovados no Distrito Federal; cuidador identificado; e quadro clínico compatível com o perfil do serviço.

*Com informações da Secretaria de Saúde