17/10/19 14:58
Atualizado em 18/10/19 às 16:19

Viaduto na Samdu passa por inspeção orientada

Experiência-piloto antecede lançamento de parceria com a academia para a realização de vistorias cadastrais em mais de 700 pontes e viadutos do DF

Como parte da estratégia de disseminação da cultura de manutenção na cidade, técnicos e engenheiros do grupo de trabalho das Obras de Artes Especiais (OAEs) realizaram, nesta quinta-feira (17), a primeira vistoria cadastral de viadutos com a participação da sociedade civil e de estudantes de instituições de ensino superior parceiras do projeto. Nesta manhã, alunos do 9º semestre do curso de engenharia civil do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) auxiliaram os técnicos do GDF na vistoria do viaduto da Avenida Samdu Sul, próximo à estação do metrô de Taguatinga Sul. 

A iniciativa se estenderá com outras sete instituições de ensino superior para viabilizar vistorias cadastrais nos mais de 700 pontes e viadutos do DF. “Hoje é uma experiência. O intuito é aperfeiçoar a dinâmica que será adotada e torná-la a mais eficaz possível e proveitosa para o GDF e para os alunos”, explica Maurício Canovas, engenheiro e assessor especial da Secretaria de Obras do GDF.

Foto: Secretaria de Obras/Divulgação

O secretário de Obras do GDF, Izidio Santos Junior, acompanhou de perto a experiência e explicou que as equipes formadas por alunos e técnicos do GDF vão realizar vistorias visuais, baseadas em metodologia única. 

“É um trabalho essencial. Com o relatório deles em mãos, vamos conseguir elencar as prioridades e corrigir os problemas estruturais mais graves”, conta. “Além de vistoriar, queremos disseminar a cultura da manutenção preventiva. No meu entender, esta é a melhor forma de se evitar acidentes neste tipo de construção”, afirma.

Defeitos e patologias
Os alunos foram orientados quanto ao preenchimento correto da ficha de vistoria, com explicações técnicas e conceituais, e logo fizeram o cadastramento inicial de defeitos e manifestações patológicas do viaduto na Samdu Sul. 

Para a estudante Patrícia Oliveira, além da oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido em sala de aula, a ação beneficia toda a sociedade. “Estamos felizes por vir a campo. É uma ação que pode salvar vidas e evitar situações catastróficas”, avalia.    

Já o professor do Uniceub João Bosco Ribeiro considera a oportunidade de aprendizado excelente para os estudantes. “Vamos unificar teoria e prática com atividades de ensino em campo, com ensinamentos de profissionais capacitados na área. Isso sem falar na possibilidade de networking”.

Sobre o GT
Criado em fevereiro deste ano, o grupo de trabalho formado para avaliação preliminar do estágio de manutenção das Obras de Arte Especiais (OAEs) foi oficializado no Diário Oficial do Distrito Federal. 

Engenheiros e técnicos do GDF e entidades da sociedade civil integram o grupo, que tem por objetivo conhecer, analisar, avaliar e emitir recomendações sobre as Obras de Arte Especiais (OAEs) da capital federal.

Além da Secretaria de Obras, o integram a Novacap; o Crea/DF; o DER/DF; a Defesa Civil; o Clube de Engenharia de Brasília (CenB) e Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF) e, como membros convidados, o Metrô/DF e o DF Legal. 

* Com informações da Secretaria de Obras/DF