20/2/20 19:21
Atualizado em 20/2/20 às 19:21

Comissão da OAB visita o Aterro Sanitário de Brasília

Representantes da entidade conheceram tratamento do SLU para chorume gerado a partir das 2,7 mil toneladas de resíduos diários

| Foto: SLU / Divulgação

Cinco membros da Comissão de Direito Ambiental e Sustentabilidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção DF, visitaram nesta quinta-feira (20) o Aterro Sanitário de Brasília para conhecer as ações do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) no tratamento de chorume. O resíduo é resultado do aterramento de 2,7 mil toneladas de resíduos diariamente.

Eles foram recebidos pelo diretor do SLU, Gustavo Souto Maior, que agradeceu a visita e disse ser importante que a OAB conheça a situação, in loco, para ajudar a esclarecer a população. O dirigente lembrou o fato de que diversas reportagens “truncadas” já foram produzidas por veículos de comunicação sobre o assunto, mais confundindo do que esclarecendo a opinião pública.

O diretor detalhou todas as ações adotadas desde maio do ano passado, quando a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) parou de receber o chorume gerado no ASB. Em decorrência dessa interrupção, o SLU precisou construir lagoas de estocagem enquanto contratava uma empresa, emergencialmente, para fazer o tratamento.

O tratamento começou em novembro, com resultados acima do esperado. Tanto que o SLU recebeu autorização da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) para lançar o efluente tratado no córrego Melchior, já que ele apresenta qualidade que atende às exigências legais estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. “Tenho certeza de que esse sistema de tratamento contratado pelo SLU vai virar uma referência nacional”, disse.

Foto: SLU / Divulgação

Gustavo explicou que houve um pequeno transbordamento em duas lagoas no mês passado, ambos contidos por leiras de terra sem comprometer, em hipótese nenhuma, o córrego Melchior, que fica a 200 metros do local. Com o novo contrato de tratamento, assinado em 10 de fevereiro, o volume de chorume a ser tratado aumentou para 1,2 mil metros cúbicos dia, o que vai permitir o tratamento gradual do passivo acumulado – cerca de 40 milhões de litros estocados em dez lagoas.

O presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB, Romulo Nagib, afirmou ter ficado muito satisfeito em ver a seriedade com que a questão é tratada, reconhecendo a responsabilidade do SLU para evitar qualquer impacto ao meio ambiente. Ele falou ainda sobre a importância da próxima etapa, de zerar o chorume acumulado.

 

* Com informações do Serviço de Limpeza da Urbana