10/3/20 19:54
Atualizado em 10/3/20 às 19:54

Carreta da Hanseníase realiza mais de 1,5 mil atendimentos

Além de notificar 107 casos, houve a capacitação de cerca de 200 profissionais

A Região Norte foi a que liderou o ranking no número de atendimentos, totalizando 443. Desses, 27 casos foram notificados. Em seguida aparece a Região Oeste, que atendeu 435 pacientes e notificou 22 casos. Foto: Geovana Albuquerque/Saúde-DF

Em 32 dias de funcionamento, o Consultório Itinerante de Hanseníase, uma ação da Campanha de Enfrentamento da Hanseníase da Secretaria de Saúde, realizou 1.551 atendimentos, notificou 107 casos e capacitou cerca de 200 profissionais. O Consultório Itinerante percorreu todas as Regiões de Saúde, contemplando 13 regiões administrativas.

“A Carreta não foi só uma campanha de conscientização. Foram feitos atendimentos, aumentou a captação de pacientes, conseguiu diagnosticar um número bastante expressivo de casos, além de realizar a capacitação de profissionais da atenção primária para que os casos não passem despercebidos. Foi uma campanha excelente, superamos as nossas expectativas”, afirma o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

Números

A Região Norte foi a que liderou o ranking no número de atendimentos, totalizando 443. Desses, 27 casos foram notificados. Em seguida aparece a Região Oeste, que atendeu 435 pacientes e notificou 22 casos. Na terceira posição ficou a Região Central, com 245 atendimentos e 15 casos notificados. A Região Leste fez 201 atendimentos e notificou 12 casos.

Uma vez diagnosticado no Consultório Itinerante de Hanseníase, o paciente já saiu com o exame de baciloscopia realizado, e com o encaminhamento para a Unidade Básica de Saúde de referência para que continue o tratamento, que é prolongado e não pode ser interrompido.

De acordo com o Ricardo, além do preconceito que existe, a hanseníase é uma doença que é muito negligenciada. “O Brasil é o segundo país no ranking de maior incidência de casos de hanseníase. Por isso, é tão importante o diagnóstico precoce e o tratamento correto para que a doença seja curada e não chegue ao ponto de causar sequelas.

Os atendimentos no Consultório Itinerante de Hanseníase duraram 32 dias e teve o objetivo de alertar a população para o problema, além de diagnosticar novos casos no Distrito Federal. A campanha contou com a parceria do Ministério da Saúde, do Conselho de Saúde, da Universidade de Brasília (UNB) e do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase (Gamah).

Atendimento

Além do Consultório Itinerante, as unidades básicas de saúde (UBS) e as da Atenção Secundária e Hospitalar, também estão preparadas para atender a demanda da campanha. Por isso, quem suspeitar da doença deve procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima.

*Com informações da Secretaria de Saúde