12/5/20 17:16
Atualizado em 12/5/20 às 17:36

Projeto melhora a saúde e o relacionamento entre servidores

Iniciativa da UBS 1 do Riacho Fundo II promove um espaço de cuidado físico e mental contínuo para melhorar o clima organizacional na unidade

Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação

O projeto Cuidando do Cuidador, da UBS 1 do Riacho Fundo II, nasceu para atender às necessidades físicas e mentais dos servidores da unidade. Com eixos temáticos, os próprios servidores do local elaboraram uma série de atividades semanais para incentivar, cuidar e tratar dos colegas de trabalho. As ações vão desde a automassagem até desafios motivacionais.

O objetivo é promover um espaço de cuidado físico e mental contínuo para melhorar o clima organizacional na unidade.

O secretário de Saúde, Francisco Araújo, alerta que “em tempo de pandemia com a que estamos enfrentando no momento, temos que redobrar os cuidados com os profissionais de saúde e incentivar ações com as que são realizadas pelo Cuidando do Cuidador”. Segundo ele, não se pode esquecer que esses profissionais estão na linha de frente do combate à Covid-19 – portanto, “estão sob riscos e trabalhando num ritmo estressante”.

A programação que acontecia de forma experimental veio para ficar. Em maio, passou a fazer parte do cronograma permanente de ações que acontecem na unidade. Em horários diferenciados, de duas a três vezes na semana, o servidor pode escolher a atividade, a temática e o horário que melhor cabe no seu fluxo de trabalho.

Terapeuta ocupacional, Larissa Mazépas traz principalmente ações focadas na Terapia Cognitiva Comportamental. A prática busca, sobretudo, mudar o comportamento da pessoa a partir de ações práticas.

“As atividades que buscamos tem o objetivo de melhorar o comportamento e atitude do servidor em diversos aspectos. O principal é a forma como ele se relaciona e como vive o ambiente de trabalho, pois impacta diretamente os seus colegas, pacientes e família”, esclarece a terapeuta.

Mazépas reforça que “se ele absorve tudo que vive, a tendência é ter relacionamentos ruins tanto no trabalho quanto em casa”. “Ou até mesmo, se não sabe lidar assertivamente com situações de conflito, acaba por absorver e levar esse sentimento ruim para casa, afetando seus familiares”, conclui Larissa.

Ao chegar à unidade, é possível ver ações por toda parte. Como o quadro “Bom Dia!”, em que as pessoas podem escrever algo e ainda a parede do elogio. Ela funciona com vários posts com qualidades escritas e cada servidor é desafiado a pegar um e entregar a outro colega de trabalho. Mazépas afirma que, infelizmente, a tendência costuma ser a de reforçar defeitos dos colegas e dar sempre uma opinião ruim.

“Queremos buscar uma rede do bem que saiba dar uma opinião sem machucar, falando de forma assertiva. A comunicação violenta traz abismos e só cria distanciamento da equipe”, acrescentou.

Todas as atividades são de participação voluntária e realizadas na própria unidade. Confira o cronograma da unidade com as atividades para o mês de maio.

 

* Com informações da Secretaria de Saúde