22/3/21 21:09
Atualizado em 22/3/21 às 21:16

Manutenção de restrições ainda continua necessária

Índice de isolamento social da população cresce para 45%, taxa de transmissão cai e número de casos diários já é menor

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O GDF estima que os hospitais estejam funcionando até 14 de abril, pois o contrato estabelece um prazo de 20 dias para a montagem dos leitos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Passados 23 dias desde o início das medidas mais duras adotadas pelo GDF para conter a disseminação do coronavírus, as providências tomadas começam a surtir efeito. O índice de isolamento social da população do Distrito Federal subiu para 45% no fim de semana. Dessa forma, a taxa de transmissão ficou estável na última semana, variando de 0,97 a 1,01. O número de casos diários também caiu: passou de 1.827 para 1.194.

“Para voltarmos ao normal, a taxa de transmissão precisa baixar mais e a população precisa fazer sua parte”Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil

“Acima de 1, a taxa de transmissão exige atenção. Ela já foi de 1,38 no auge da fase aguda da infecção este ano e era de 0,83 antes. Essa estabilização é importante porque mostra que as ações do GDF estão tendo efeito, mas isso ainda não é suficiente”, afirmou Gustavo Rocha, secretário da Casa Civil, em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti na tarde desta segunda-feira (22). “Para voltarmos ao normal, a taxa de transmissão precisa baixar mais e a população precisa fazer sua parte”, ressaltou.

Segundo Rocha, o crescimento do índice de isolamento, que era de 37%, também é uma variante importante para ser acompanhada, mas ainda não está ideal, mesmo com as restrições impostas pelo governo ao funcionamento do comércio e à circulação da população no período de 22h às 5h. “Isso mostra que a população vem se conscientizando, mas ainda não é o ideal. Ano passado, o índice já foi de 64%”, disse.

O secretário da Casa Civil também contou que a entrega das propostas para a construção de três hospitais de campanha foi finalizada nesta segunda-feira e que o término do processo e a assinatura do contrato deve ocorrer até o próximo dia 29 “no mais tardar”. O GDF estima que os hospitais estejam funcionando até 14 de abril, pois o contrato estabelece um prazo de 20 dias para a montagem dos leitos. “São três lotes e cada um recebeu 15 propostas de empresas do Brasil inteiro.”

Vacinação

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, afirmou que os hospitais particulares abriram 10 leitos no fim de semana para atender pacientes com covid-19. “Há uma demanda muito grande por vagas, quer seja de enfermaria ou de UTI”, disse. O secretário também contou que vai se reunir, ainda nesta segunda-feira (22), com os conselhos profissionais de saúde para tratar do calendário de vacinação de trabalhadores de clínicas, laboratórios, funerárias, farmácias e funcionários do Instituto Médico Legal (IML), que será possível com a chegada de mais 84.590 doses ao DF na tarde de sábado (20).

“Com o somatório de vacinas e com a autorização do Programa Nacional de Imunização para aplicá-las como primeira dose, conseguimos baixar a idade dos idosos atendidos. Além da faixa etária, vamos disponibilizar sete mil doses para 14 categorias profissionais” afirmou.

Okumoto e Gustavo Rocha reafirmaram que o DF não corre o risco de desabastecimento nem de oxigênio, cujo consumo aumentou 50%, nem de insumos. “Os contratos hoje em vigor e o estoque da Secretaria de Saúde são suficientes para a gente passar dessa fase. Apesar disso, até sexta-feira, a Secretaria de Saúde vai publicar um edital para a contratação de cinco usinas de oxigênio que vão funcionar dentro dos hospitais”, declarou o chefe da Casa Civil.

Fiscalização

O secretário da DF Legal, Cristiano Mangueira, ressaltou que 97% dos estabelecimentos comerciais observam os decretos editados pelo governador Ibaneis Rocha e os que infringem as normas têm sido alvos de atuação.

De sexta-feira (19) a domingo (21), a força-tarefa coordenada pela Secretaria de Segurança Pública interditou 85 estabelecimentos e aplicou 70 multas, pela não observância do horário do toque de recolher ou a falta do uso de máscaras. Ao todo, dez pessoas foram encaminhadas a delegacias e vão responder pelo crime de infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. “A fase de orientação acabou”, salientou.

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